Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011
Homúnculo

Homúnculo, Nikolaus Hartsoecker, 1695

 

As coisas pequenas têm a perfeição que o tamanho apaga.

A mais bela criação humana,

reduzida ao que não é visível, apaga-se

na imperfeição do caos

que só as coisas perfeitas

conseguem reescrever.

Pensar que fomos imperfeitos

em pequenos

é próprio de quem caminha para uma certa

imperfeição

onde o que não se vê

só pode,

claro,

ser perfeito.

Por isso nos escondemos.

 

Poesia: arte de transfigurar a nossa ignorância com as poucas palavras que conhecemos e com as que nos faltam para dar nome ao que sabemos que existe. Mais ou menos isto. Se soar bem, tanto melhor, mas não é absolutamente necessário.

publicado por Manuel Anastácio às 00:23
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De Bípede Falante a 4 de Novembro de 2011 às 00:40
Não consigo me definir. O poema provoca e a resposta ainda me escapa.
beijos :)
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