Sábado, 27 de Setembro de 2008
Gosto de... pãezinhos quentes

Pães quentes. Luz de Outono.

 

Disse num comentário abaixo que no Norte de Portugal (ou, pelo menos, numa determinada área onde me movo) pão não é o mesmo que na minha terra de origem. Na verdade, a questão não se prende tanto com o vocábulo pão, mas com o artigo que o precede. Onde nasci, tal como aqui, pão aplica-se a um alimento básico feito de farinha de cereais. A diferença linguística reside no momento da compra. Ninguém compra pão. Todos compramos um tipo específico de pão: onde nasci, havia papossecos e carcaças - aqui, são pães. Apenas pães. Onde nasci, um pão é uma unidade aimentar familiar que se corta em fatias. Aqui, um pão é uma unidade alimentar individual. Aqui, a unidade alimentar familiar é "o pão". A diferença está na utilização do artigo definido ou indefinido. Claro que os nomes dados ao pão em Portugal merecem outras considerações. Muito haveria a dizer sobre bicos, bicas, pão-de-ovelhinha, bolas, caralhotas - para não falar do que se entende pelas variedades regionais que, num espaço tão exíguo como é o de Portugal permite chamar de pão alentejano a coisas tão diferentes como um ovo de um espeto. Fica para depois.

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publicado por Manuel Anastácio às 18:07
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1 comentário:
De Gerana a 29 de Setembro de 2008 às 01:08
Deu água na boca. Adoro os pães de Portugal! E os doces... imbatíveis.

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