Quinta-feira, 2 de Setembro de 2004
Fantasmas

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Figura: Piet Mondrian (Composition in Red, Yellow, and Blue)

Passadas as férias, passadas as ondas, e um verão encoberto e ventoso, volto a Paul Auster - ao segundo volume da sua trilogia de Nova Iorque - Fantasmas...

Um livro nascido de livros, é um poema em forma de narrativa sobre a escrita e os escritores, porque, diz-se, os escritores não têm vida própria - mesmo quando existem, não existem realmente - são fantasmas.


Seguindo os passos do primeiro volume, as personagens que, aqui, aparecem escondidas sob o nome de cores - Blue, Brown, Black, White, Grey recontam, sob uma alegoria sobre a solidão (a solidão do escritor, talvez), outras alegorias que trespassam a malha narrativa típica de Auster - as pequenas histórias e anedotas (como a do cérebro de Whitman) que também aparecem nos seus filmes (como "Fumo" e "Fumo Azul").


Depois, há as referências ao primeiro romance, de que já falei. O leitor perde-se num labirinto de repetições de situações, obsessões que constroem um efeito de déjà-vu surpreendente.

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publicado por Manuel Anastácio às 00:08
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3 comentários:
De whiteball a 2 de Setembro de 2004 às 23:28
Os meus...permanecem...e me devoram aos poucos...
"Postei" sobre isso há dias...
Não conhecia...mas gostei do que vi. Abraço da WB
De Luka a 2 de Setembro de 2004 às 23:00
Fantasmas...kem me dera ver-me livre dos meus. Beijokas
De Luka a 2 de Setembro de 2004 às 22:59
Fantasmas...kem me dera ver-me livre dos meus. Beijokas

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