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Terça-feira, 7 de Setembro de 2004
O Quarto Fechado
  Eco e Narciso; John William Waterhouse, 1903

Existe um filme de Fritz Lang, que em português (e em Portugal - desconheço o nome que recebeu no Brasil) se chama “O Segredo da Porta Fechada” (“The Secret beyond the door”). A protagonista, antes de se casar com um homem perfeito (que acaba por ser um assassino tresloucado que será redimido pelo amor dela, que levará ao deslindamento da razão psicanalítica das taras do marido – como no filme Marnie, de Hitchcock), sonha com narcisos – a flor que se vira sobre si mesma, alheia ao mundo e votada ao suícidio… Não creio que Paul Auster se tenha inspirado minimamente neste filme de Lang mas, quando li pela primeira vez o nome do último volume da sua “Trilogia de Nova Iorque” lembrei-me da imagem da actriz principal, vestida de branco, encostada a uma porta branca (num filme a preto e branco), olhando para os dois lados do corredor, pronta para descobrir o que se encontra atrás daquela porta terrível e misteriosa onde se esconde o seu próprio destino. Lembrei-me, curiosamente, também de uma telenovela brasileira (uma telenovela cinéfila, onde o argumento e a forma de filmar se inspiram directamente nos filmes clássicos, que se chamava a “A Sucessora”). Lembro-me como as pessoas acompanhavam cada episódio desta novela e como ficavam angustiadas (de uma forma hitchcockiana – até ao limite do suspense que se prolongava de episódio para episódio) sempre que a “Sucessora” (plagiada da “Rebecca” de Daphné du Maurier, também adaptado ao cinema por Hitchcock), se encontrava a ponto de ter na sua posse uma chave com a qual poderia abrir a porta onde todo um passado e todos os desejos se encontravam. Lembro-me da minha mãe quase a gritar para a televisão: “a chave! Está aí ao pé de ti, sua tonta!”… Lembro-me dos vizinhos (que não tinham televisão e iam ver a novela lá a casa dos meus pais) a engolir em seco e a especular sobre o que se encontrava no fatídico quarto…

 Neste livro há também um quarto fechado. Em princípio sabemos o que lá está – uma pessoa que não se quer mostrar, devorada pela auto-aniquilação, como os narcisos… Ou como o Narciso da mitologia grega: o Narciso que se apaixonou pela sua própria imagem e que transforma o amor que os outros lhe votam em destruição… Mas, depois de lermos “A Cidade de Vidro” e “Fantasmas” (supostamente escritos pelo protagonista deste último romance) quem acredita que exista algo do outro lado? Não seremos nós mesmos? A nossa voz, o nosso Eco apaixonado pelos fantasmas que queremos matar como única forma de libertação? E,tal como Freud, voltamos aos mitos gregos – aquelas historinhas engraçadas, sem pés nem cabeça, onde todas as nossas histórias se encaixam… Quem tem complexo de Édipo? E de Narciso? E de Eco? E de Jocasta?... Mas, acima de tudo, quem é que não tem complexo de Minotauro? Não seremos todos monstrinhos num labirinto à espera de um inimigo mais nobre e belo que nós, a que por ódio, chamamos Morte?...

 

Post-scriptum: um leitor (ou uma leitora) do blog chamou-me a atenção para um lamentável engano (ignorância, diria eu) da minha parte, neste artigo: A Rebecca de Daphné du Maurier é que é, claramente, o plágio de um clássico brasileiro (publicado quatro anos antes de Rebecca) de Carolina Nabuco (e que deu origem à telenovela referida). Peço as minhas mais sinceras desculpas à literatura brasileira que, com certeza, não se resume a Machado de Assis e Jorge Amado (e, já agora, Paulo Coelho)...

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 23:55
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1 comentário:
De Paulo Brabo a 20 de Setembro de 2004 às 19:57
Lembro bem dA Sucessora, mais do mistério do que da resolução. Recordei também o quarto de maçaneta vermelha de O Sexto Sentido, em que o mistério se resolveria se o protagonista soubesse apenas que *não podia mais entrar.*

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