Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Credo I

Cistus ladanifer (apesar de não ter as pintas na base das pétalas). Numa estrada junto a Amieira do Tejo. Foto minha em Creative Commons

 

Creio num só corpo,

Numa só onda,

Numa só corda,

Num só fim.

 

Creio, acredito

No sal bendito das lágrimas

Na concreta nudez

Da limpidez das águas

Na urgência do florir da terra

E em cobrir telas e folhas brancas

Com as transparências em que acredito.

 

Creio,

Num só grito.

Num só corpo,

Numa só onda,

Numa só corda.

 

E, por fim,

Num só múltiplo princípio.

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publicado por Manuel Anastácio às 20:50
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3 comentários:
De Gerana a 4 de Julho de 2008 às 01:36
Deixa eu colocar este "Credo" no meu blog?
Aproveito para perguntar se você recebeu o formulário para participar da antologia dos poetas lusófonos. Eu recebi, sei lá a razão. Não sou poeta. esta coisa de blog leva a gente por veredas que sequer imaginamos.
De Manuel Anastácio a 4 de Julho de 2008 às 07:25
Claro que deixo, Gerana. Quanto a formulário: não, não recebi nada... :)
De Gerana a 5 de Julho de 2008 às 01:59
Obrigadão.
O e-mail remete ao blog: htttp://poetaslusofonos.blogspot.com
Lá estão regulamento e ficha de inscrição. Trata-se de Sandra Amaro, de Leiria, Portugal. não sei sobre a qualidade da tal antologia. Conheço uma, tenho um exemplar, com o mesmo nome, Antologia dos poetas lusófonos, que é ótima. Nesta há dois amigos meus, excelentes poetas, mas não sei se é a mesma que agora está fazendo a II Antologia.
Abraço oceânico.

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