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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
As Metamorfoses de ouvido

Cena final de "Ordet" - "A Palavra", de Carl Theodor Dreyer. Não ver, a não ser que já tenham visto o filme, ou se não fizerem intenção de o ver.

 

Já aqui falei, por várias vezes, do José Eduardo Lopes. Hoje quero apenas falar desta pequena (ou grande) maravilha que são as suas "Metamorfoses de Ouvido". 15 contos de diminuta dimensão textual, mas de infinita misericórdia verbal. Misericórdia, porque repletos de compaixão e compreensão. Misericórdia verbal, porque emanam do Verbo, da Divindade - da Palavra. Das palavras. Não sei o que haverá em terras africanas para dar à luz tais artífices da palavra. O José Eduardo é um artífice, não porque não seja um artista, que o é, mas porque é um artista ao modo de antigamente, apesar de usar formas modernas de expressão (a micronarrativa). Ao modo de antigamente, porque dá valor ao próprio material que usa, não o pondo em causa, como em tanta manifestação artística que enche os nossos museus de arte moderna. A palavra, na mão de José Eduardo, é já de si um objecto em constante metamorfose, mas cujo espaço temporal captado é sempre o da revelação: da passagem da crisálida para insecto de cor e luxúria. Luxúria, porque não conheço narrativas que, partindo de algo tão imaterial como as palavras, consigam transportar em si a maravilha da carne, seja no estertor do prazer, seja nos espasmos do sofrimento.

 

A revista minguante publicou este e-book, que poderá ser folheado, quase literalmente, por qualquer pessoa que se queira metamorfosear no breve espaço de um clarão. Verbal.

 

Só uma nota, que em nada diminui o valor destes contos: os gémeos siameses são sempre do mesmo sexo. Mas Shakespeare também pôs Desdémona a sussurrar perdões quando, supostamente, morria sufocada. A arte e a verosimilhança não têm, necessariamente, de coabitar.

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publicado por Manuel Anastácio às 21:50
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3 comentários:
De Gerana a 27 de Junho de 2008 às 02:38
Li o e-book de José Eduardo Lopes, Metamorfoses de Ouvido, lá na revista minguante (que adorei). Encontrei um toque interessante: apesar do minimalismo proposital, há uma amplidão nas entrelinhas, perceptível em cada metáfora. A metaforização, aliás, é o ponto alto do autor; há certas delas que são excelentes.
E você, como sempre, com mais um texto bem logrado, haja vista ter feito com que eu fosse conferir a sugestão. Enfim, é para isto nós, que escrevemos sobre livros, damos nossa opinião.
De José Lopes a 3 de Julho de 2008 às 19:41
Obrigado pela referência, Manuel!
A sua nota sobre os siameses é certeira, mas por vezes a realidade faz-no tentar iludir o óbvio. Este mini-conto nasce de uma conversa que terminou uma relação; de uma forma inesperada para ele, que julgava ser necessário um bisturi para separar dois seres que pareciam unidos de corpo e alma.
De Manuel Anastácio a 3 de Julho de 2008 às 20:46
pareciam?

Eu creio num só corpo.

É o meu credo.

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