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Sábado, 21 de Janeiro de 2006
Intermitências da morte
                                           http://www.universohq.com/quadrinhos/2004/imagens/donamorte.jpg

 

 

“Suite n.º 6 para violoncelo" de Bach, por Phoebe Carrai

 

 

E se no dia seguinte ninguém morresse? No dia seguinte ao segundo extranumerário do ano que passou, à décima-terceira hora – a que se segue à décima segunda, sendo a primeira*? Sim. E se uma morte – não a Morte, que há muitas, e cada um tem a sua – descobrisse o que é sentir o corpo quente da vida nas arcadas risonhas de um violoncelo que toca a Suite n.º 6 de Bach?

 

Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
– Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.

 

E se um cão se deitasse no colo dela? E se ela envolvesse de carne o seu frio esqueleto incapaz de chorar, apesar do desejo? E se no dia seguinte ninguém morresse?

 

José Saramago, desde que ganhou o Nobel, entrou por uma escrita que me tem decepcionado no momento da leitura, mas que depois brota na memória com outras cores e profundidade. Li a Caverna e desesperei naquele deserto alegórico, urbanista e céptico-alquimista. Mais tarde, o forno, o cântaro, o barro, o cão, o chão negado pelo Centro foram tomando uma proporção épica e poética. Passo por alto o vazio negro e policial de O Homem Duplicado e entramos no Reino subterrâneo da morte e da sua gadanha abandonada. A mesma morte do Sétimo Selo de Ingmar Bergman ou da Turma do Penadinho do Maurício de Sousa... Ou a morte de alguns cartoons de Quino. Teremos, com certeza que passar o penoso exercício, que se vai tornando habitual em Saramago, do desenvolvimento de um “e se...”, teremos de conviver com os gabinetes estéreis dos ministros e as negociatas palacianas com a mafia e o contrabando da morte, com as companhias de seguros e com as agências funerárias. Mas o mais belo vem depois. Quando conhecermos em osso e, depois, outro, em carne, o gélido adiamento do que é inevitável por ordem não se sabe de quem...

* a que vai à frente, segundo a minha versão da Artémis de Nerval.

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 18:07
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2 comentários:
De Manuel Anastcio a 4 de Fevereiro de 2006 às 01:21
LOL! Eu cá, estou sempre a desistir! (este senhor não tem mesmo mais nada para fazer, por isso, não desiste).
…

Informações Úteis para as CLASSES SOCIAIS Média, Média-Alta, Alta e RICOS.

UNIVERSIDADES e INSTITUTOS POLITÉCNICOS (Públicos e Não Públicos) versus ESCOLAS TÉCNICO PROFISSIONAIS com ACESSO AO ENSINO SUPERIOR.

In “Livro aconselhado às Escolas Técnico Profissionais com acesso ao Ensino Superior”, http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_12.html#893945

.
.
.
-- Em cada dois (2) alunos universitários um (1) não acabará o Curso !?!?!?!?!?!?!?!?!
.
.
.
Nota: Em ENGENHARIA É MUITO PIOR. Em cada quatro (4) alunos universitários três (3) não acabarão o Curso !?!?!?!?!?!?!?!?!
.

Ou seja. Dos ALUNOS QUE ENTRAM nas Universidade e Politécnicos (Públicas ou Privadas) CINQUENTA POR CENTO (50%) -- NÃO CHEGA -- A ACABAR O CURSO. A maior parte desiste nos 3 primeiros anos do Curso.

No total Duzentos e Vinte e Cinco Mil (225.000) alunos não terminarão o Curso. Logo Dinheiro do Estado e dinheiro das Famílias deitados ao lixo todos os anos (Mais de 4.500.000.000 de Euros anuais).

Nota: Não se preocupem com os POBRES. Porque nas Universidades e Politécnicos (Públicos e Privados) há:

- Um por Cento (1%) de Pobres;

- Sete por Cento (7%) de Classe Média-BAIXA.

- Noventa e Dois por Cento (92%) de Classes Média, Média-Alta, Alta e Ricos. E SÃO ESTES QUE SE LIXAM!! Abram os Olhos!


-- Um CURSO DE CINCO (5) ANOS É FEITO, em MÉDIA, em OITO (8) ou NOVE (9) anos!


-- Dos Cinquenta por cento (50%) que TERMINAM O CURSO:

1) Setenta por cento (70%) tira-o a COPIAR!!?!!?. Senão CHUMBAVAM também (seria 85% que não acabaria o Curso !!?!??!?!?!) e Profissionalmente serão uma mer.da e medricas e inseguros. E precisarão de trabalhar dezasseis (16) horas por dia (perguntem aos Licenciados. Doutores e Engenheiros.) para produzir quatro a cinco (4 - 5) horas de riqueza;

2) Só DOIS POR CENTO (2%) !!!?!!?!! é que - IRIAM - CRIAR RIQUEZA (Empresas) ao País MAS … PIRAM-SE para o Estrangeiro.

3) Os OUTROS 48% VÃO CONSUMIR/GASTAR a riqueza criada/gerada/construída pelos que não chegam à Universidade. Sejam eles ´Pagadores-de-Impostos´ sejam eles ´Fugidores-aos-Impostos´.

SOLUÇÕES SIMPLES:

i - FECHEM todas as Universidades e Institutos Politécnicos durante cinco (5) anos e ABRAM Escolas Técnico Profissionais COM ACESSO À UNIVERSIDADE.;

E/OU ENTÃO,

ii - AUMENTEM AS PROPINAS, anualmente, para CINCO (5) VEZES o SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (nos Institutos Politécnicos Públicos e nas Universidades Públicas).

Prova dos Nove contra os Aldrabões e Aldrabonas e a sua “Ladainha dos Pobrezinhos”.

Ver: “Alunos COM POSSES têm mais hipóteses no ENSINO PÚ-BLI-CO”, http://jn.sapo.pt/2004/08/22/sociedade/ha_portugal_cultura_facilitismo.html.


OFERTA PELA DIVULGAÇÃO DESTE DOCUMENTO:

TODOS os Alunos PODEM E - DEVEM – Candidatar-se / Concorrer TODOS os anos à BOLSA DE ESTUDO nas Universidades e Institutos Politécnicos (Públicos e Não Públicos):

"Oh ALUNOS Portugueses III" - SUBSÍDIO ESCOLAR e BOLSA DE ESTUDO , 30 Abril de 2004 em http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_04.html#128423

José da Silva Maurício




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