Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004
Parar a Morte

O Cavaleiro e a Morte - Durer

Porque não pude parar a Morte
Ela, gentilmente, parou para mim.
(Emily Dickinson)

 

 

A leve e alegre carruagem da morte
Dá pinotes ao meio dia...
Nem um negrume, nem triste sorte:
Apenas sol e calmaria.

 

A leve e alegre carruagem da sepultura
vem forrada de cetins
e ornada de querubins
dourados em moldura...


Pouco interessa o desdém,
Também,
De quem a vê passar.
A alegre carruagem
Da derradeira viagem,
Agora mesmo, está a parar.

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 04:51
link do post | Dizer de sua justiça | Adicionar aos favoritos
2 comentários:
De Luka a 3 de Outubro de 2004 às 14:02
Quem me dera poder parar a morte e às vezes até a vida nakeles momentos mais felizes, para que eles nunca acabassem...mas infelizmente isso não é possível. Beijos
De Cristiana a 1 de Outubro de 2004 às 21:18
Pudesse eu parar a Morte para ti, para nós. Há dias em que tenho a certeza que a parei, como na primeira vez em que foram as nossas mãos a detê-la. As nossas mãos. Ao meio dia, sob o signo do sol de Fevereiro.
Todos os dias tenho a plena certeza que nunca morrerei em ti, nem tu em mim, nem o nosso amor. Todos os dias. Nunca duvides. Amo-te.

Dizer de sua justiça

.pesquisar