Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Cura Interior

O meu grande, grande amigo Paulo Brabo decidiu responder de forma simplesmente magnífica ao meu repto (devido a uma corrente em que o elo anterior era a Inês Ramos) para que indicasse os dez livros que não lhe tinham mudado a vida. Sabendo ele muito bem que o pior que se pode dizer de um livro é que nem aquece nem arrefece, deu um pouco volta à questão e preferiu escolher um livro que pudesse espezinhar. Bem poderíamos começar uma corrente sobre quais os livros que gostaríamos de erradicar da face da Terra. Digamos que sou absolutamente contra tal prática, até porque a melhor maneira de espezinhar as ideias veiculadas por um livro é escrever outro livro e não eliminando o primeiro. O que há de bom nos livros asquerosos é que motivam a escrita de livros bons (que não se devem confundir com bons livros).

 

O blogue do Paulo Brabo, A Bacia das Almas, é um monumento gráfico-literário que exige com urgência uma indicação para património imaterial da Humanidade. É até obsceno que alguém consiga ser tão prolífico e mantenha, ao mesmo tempo, e invariavelmente, um tão elevado grau de qualidade em tudo o que faz. Alguns já o conhecerão do Palavras de Ouro, do Luís Gaspar, que tem usado com frequência a sua tradução das Lendas dos Judeus. Ultimamente, a sua série de tiras de banda desenhada "Cura Interior" tem-me iluminado os olhos. Ver o meu nome no rodapé de uma destas tiras magníficas (pois, não consigo encontrar outro adjectivo) é, simplesmente, razão para me considerar venturoso.

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publicado por Manuel Anastácio às 17:05
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5 comentários:
De Gerana a 18 de Junho de 2008 às 03:29
Gostei muito de conhecer o site A bacia das almas, interessantíssimo. Vou ficar assídua.
De Volney Faustini a 18 de Junho de 2008 às 22:58
O perigo de se visitar a Bacia - como faço há bons anos, é que a sua alma não mais descansa.

E agora tem mais este seu aqui pra me incomodar.

Valha-me sossego!
De Manuel Anastácio a 19 de Junho de 2008 às 01:44
Obrigado, Volney. Quanto ao sossego, temos muito tempo para sossegar quando o criador nos tomar nos braços. Abraço.
De Gerana a 28 de Julho de 2008 às 17:48
O inconsciente é quem manda: estou convencida de que o nome Mainardi saiu da cabeça do Paulo via inconsciente. Ele "receita" um Mainardi para você: já era o paralelo se fazendo, o remédio tem que combinar com o paciente, certo?
Aguardo a próxima "tentativa" de polemizar. Eu também gosto muito de uma polêmica literária.
Você recebeu meu último e-mail? Não é pressão! Só para saber.
De Manuel Anastácio a 28 de Julho de 2008 às 19:42
Sim, mas é receitado para curar o paciente de um poema que ameaçava alastrar-se pelo corpo... e quiçá, pela alma...

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