Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Do Amor I
Rex Tremendae, do Requiem de Mozart, English Baroque Soloists e o Monteverdi Choir. sob a regência de John Eliot Gardiner , Palau de la Musica Catalana, Barcelona, Dezembro 1991.

Amor,
Minha só e única razão
para chorar o eterno deserto
interno em mim.
Minha só e única razão
Pensamento e fim:
Fizesse eu de luz o poema
que deveria, por maior razão, nos teus olhos se reflectir
e limitar-me-ia a descobrir,
ainda mais,
a minha boçal, trivial, banalidade.

É por isso,
por mero egoísmo,
e medo de te perder,
de nos perder,
que prefiro a escuridão dos caminhos abertos pelas palavras.
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publicado por Manuel Anastácio às 21:33
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3 comentários:
De Gerana a 8 de Maio de 2008 às 01:55
A poesia que vem da linhagem de um Manuel Bandeira, que diz simplesmente. Duas estrofes encantadoras nesta nossa língua que por si mesma chama pelo verso lírico. Gostaria muito que você deixasse eu postar este poema no meu blog.
De Manuel Anastácio a 8 de Maio de 2008 às 21:50
Gerana, claro que podes publicá-lo no teu blogue. É simplesmente uma honra para mim que o faças.
De miromanus@blogs.sapo.pt a 14 de Maio de 2008 às 01:53
Não digo. Cito:
É por isso,
por mero egoísmo,
e medo de te perder,
de nos perder,
que prefiro a escuridão dos caminhos abertos pelas palavras.

Divinal!

Joaquim Alves

Dizer de sua justiça

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