Terça-feira, 5 de Outubro de 2004
Abraão olhando o céu
Judeu orando, de Marc Chagall

 

São incontáveis como as estrelas
As estradas e as pedras,
As alheiras
E as fogueiras.

Incontáveis as gerações
Que viram Um
Na promessa de muitos...

Avaros das suas recordações
Incontáveis
Registadas
No ter e haver
Do destino comum
Da senda dos exércitos e nações.

Porque são incontáveis os caminhos,
Os quadrantes e pergaminhos
Onde os compassos riscaram,
Na cabala das costas
E Oceanos,
A única rota que resta
Para dar paz aos nossos anos.
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publicado por Manuel Anastácio às 03:20
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1 comentário:
De Paulo [brabo] a 5 de Outubro de 2004 às 23:14
Belíssimo esse poema, preciso perguntar se é teu? A imagem de incontáveis fogueiras irá assombrar-me por muitos dias. Quando cansares dele permita-me citá-lo na Bacia. Forte abraço, P.

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