Terça-feira, 5 de Outubro de 2004
Hórus, de "As Quimeras", de Gérard de Nerval

Num espasmo, Kneph abala o universo,
A mãe Ísis levanta-se da cama,
Num acesso a seu fero esposo clama,
No verde olhar, de ardor antigo imerso.


“Vede, sucumbe este velho perverso,
Expirou p’los lábios gelo que inflama.
Deus dos vulcões! Extingui do olhar a chama.,
Rei dos Invernos, peado transverso!


“A águia, foi. Um espírito novel
Me invoca a cingir o véu de Cibele…
Eis o filho amado de Hermes e Osíris!”


A deusa esquivou-se em concha dourada,
Volvendo o mar a figura adorada,
Os céus brilharam sob o manto de Íris.

 

(Gérard de Nerval, "As Quimeras", versão de Manuel Anastácio)

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publicado por Manuel Anastácio às 16:49
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3 comentários:
De ProfetizaMorta a 6 de Outubro de 2004 às 21:39
Belíssimo poema, retratanto uma civilização lendária e mágica. Óptima escolha. Gostei imenso. Bjs***
De Mustapha a 6 de Outubro de 2004 às 18:28
Excelente...

http://analfabetosexual.blogs.sapo.pt/
De whiteball a 6 de Outubro de 2004 às 18:14
interessante, mesmo. Abraço, WB

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