Domingo, 1 de Julho de 2007
Irremediavelmente só na minha arrogância de dejecto

Floræ Austriacæ, sive, Plantarum selectarum in Austriæ archiducatu : sponte crescentium icones, ad vivum coloratæ, et descriptionibus, ac synonymis illustratæ / opera et sumptibus Nicolai Josephi Jacquin.


Irremediavelmente só na minha arrogância de dejecto.
Era uma vez um excremento.
E esse excremento sou eu.
Não faço ideia
- apesar das muitas ideias
e conhecimentos que tenho na minha arrogância de dejecto -
de onde saiu, de facto,
a poia que sou.

Não há nada mais infecto que a arrogância de um dejecto.
E esse dejecto sou eu.
Como qualquer dejecto,
sou menos denso que água
e sei flutuar!
Sou Espírito genesíaco à flor das águas.
Sou o Princípio!

Não que eu julgue que o seja.
E eu julgo muita coisa, como qualquer dejecto
- Sou o próprio pensamento
- Transcendental excremento
de qualquer projecto de Ser.
Mas se o sou aos olhos de todos os outros,
- de todos os outros que têm obrigação
de me considerar carne e não dejecto,
E ser carne não é ser objecto
- é ser criador de dejectos -
devo, portanto renunciar  a mais projectos
de dejectar.

Convém calar.
Alimentar as tripas de quem me quer dejecto.
Convém renunciar.
Ser objecto de mim mesmo.
Porque só sou dejecto se der, aos outros, motivos
Para me cagar.
Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 15:58
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De D'Noronha a 4 de Julho de 2007 às 13:24
Surpreendente!!!
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