Domingo, 12 de Dezembro de 2004
Primavera tardia
Enquanto preparo a tradução poética da Dafné de Nerval, e enquanto os plátanos do jardim em frente se desmancham na chuva dourada que fecunda a estrada aberta na sua inocência invernal, viro a minha atenção para a primavera italiana dos “Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister “. E imagino a pequena Mignon a dançar sobre ovos sem os partir – como os monges descalços do monastério de São Brabo sobre o soalho rangente das cidades imaginárias… E sinto que as estações do ano acontecem apenas porque a natureza tem nostalgia de si mesma...

 

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publicado por Manuel Anastácio às 19:34
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1 comentário:
De myryan a 13 de Dezembro de 2004 às 21:08
Olá Manuel. Ando com pouco tempo tal como tu. Parece que todos andam. Deve ser da altura do ano e do rodopio sempre em volta desta quadra. Eu ando como a natureza de que falas, com nostalgia de mim mesma. Ñão é preocupante. É ciclico. Muito portuguesa sou neste sentimento de saudade. O teu blog está lindo. Mais ainda que antes. Muito adequado ao que escreves , á musica. A musica que nos entra na alma e que se ouve de olhos fechados.Um abraço

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