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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
Quem controla a Wikipédia - Parte IV

"A liberdade guiando o Povo" de Eugène Delacroix (1798 - 1863)

Confesso que sou incpaz de resumir tudo o que se passa na minha refrega com o Orlando Braga a respeito da Wikipédia. Ele vai escrevendo os seus artigos e eu vou comentando. Honra lhe seja feita que, até ao momento, não apagou nenhum dos meus comentários - mal seria se o fizesse, ele que se diz tão contra a censura.

Ora, está na altura de revelar quem é que controla a Wikipédia... Pois bem, quem me deu a resposta foi, sem mais nem menos, o próprio Orlando Braga, que no seu último post publicou um EXCELENTE artigo de Rich James sobre o papel disruptor da Wikipédia no meio académico. A Wikipédia, sob o meu ponto de vista, é, mais ou menos, para a Sociedade da Informação o que as Invasões Bárbaras foram para o Império Romano - destruiram muito, mas sem elas, onde é que nós estaríamos?... este artigo, absolutamente NOTÁVEL, foi escolhido pelo Orlando Braga que fez questão de destacar apenas umas passagens onde se fala de alguns episódios, bem conhecidos, aliás, de vandalismo ou de abuso de alguns usuários em páginas que deviam cuidadas com outro esmero pela Wiki em inglês e que têm feito correr alguma tinta e fez subir a Wiki para tema do dia na CNN há uns tempos atrás. Pois bem. Eu li o artigo todo. Não me limitei a ler o que o Orlando sublinhou a amarelo fluorescente. E o artigo termina de uma forma BRILHANTE:

Wikipedia, Google, the blogosphere, del.icio.us are all emergent tools for negotiating truth in the hyperconnected world. It is a new Commons. The Wikipedia incidents suggest this commons deserves caretakers. But don't look for them elsewhere. We are the caretakers. The new essential educational outcome is the skill to negotiate a "world in which truth, and therefore authority, is never static, never absolute, and not always true."

De facto, a Wikipédia é isso mesmo: um local onde a verdade é negociada. Pode ser que o resultado final seja considerado, como o Orlando Braga considera, apenas uma manifestação de um lobby do politicamente correcto. Aliás, eu diria: a Wikipédia é a quintessência do Politicamente Correcto. É o Politicamente Correcto em acção. A procura do consenso - a tentativa de escrever algo que agrade a Gregos e Troianos... Isso não é possível? Pois não... Ehehe... E tem de ser possível? O que interessa é o processo, não o resultado! Ainda ontem estive uma hora, no IRC a controlar um conflito de edições entre um utilizador que queria escrever no artigo que um partido político brasileiro era de extrema-esquerda enquanto outro utilizador dizia que não. Pedi referências bibliográficas. Elas apareceram. E em vez de se dizer que o partido era de extrema-esquerda, referiu-se que alguns opositores o consideram de extrema-esquerda, como o deputado tal que dessa forma se expressou em determinada notícia de um órgão de comunicação representativo. E acabou o conflito... Esse, pelo menos. O quê? Uma hora de discussão por causa de uma frase? Para que se chegasse a uma frase de pura correcção política? Exacto. Os Wikipedistas são doidos, não são? São, com certeza. Acontece que o politicamente correcto nascido desta negociação, emerge da apresentação de factos devidamente comprovados por fontes fiáveis. A Wikipédia não pretende ocupar o lugar das fontes de informação confiável, mas ser um foco de discussão e de negociação, onde todas as vertentes tentam, com muitos insultos à mistura, chegar a uma formulação POLITICAMENTE CORRECTA, baseada em factos. Acontece que isso dá trabalho. É para nerds. Pois é. Há muita gente a desistir da ideia quando descobre que vai ter de dialogar com o inimigo para criar um artigo que não terá a sua assinatura, mas que será um resultado híbrido - nem carne nem peixe...

Quem controla a Wikipédia? Supostamente, devíamos ser todos nós. Acautelem-se: a Wikipédia não vai morrer, mesmo que acabem, em massa, os donativos. A Wikipédia instalou-se e há-de ressurgir de uma forma ou outra se os governos a censurarem, os professores catedráticos a votarem ao anátema ou se todos os mal-intencionados deste mundo se unirem para a vandalizar. Por isso, o melhor é aprender a participar nesta nova forma de cidadania. Registem-se e comecem agora mesmo a participar. Escrevam sobre o que sabem. Ouçam as críticas. Gritem, insultem (não muito, que podem ser bloqueados), ouçam, acalmem-se, pensem, participem. É uma nova forma de cidadania. O Comité Central do Partido Comunista Português aprovou a forma dos artigos a ele relacionados? Óptimo. Carreguem no editar e exponham os podres dos comunas... E se virem revertidas as vossas alterações? Ah, pois é... Simples: apresentem bibliografia, discutam, insultem (mas não muito, que podem ser bloqueados), pensem e aceitem  negociar com os comunas que também terão de aceitar aquilo que for um facto. O problema é definir facto. Em vez de dizer  "o político X foi responsável pelo assassinato do político Y", se isso for controverso, deve-se dizer "segundo o autor Z, o político X foi responsável pelo assassinato do político Y" - isso é um facto. E os comunas da Wikipédia terão é de se calar, e ponto final. Custa muito? Não, mas às vezes, parece...

Quem controla a Wikipédia? Simples. Quem a quer controlar, participando nela e aceitando as suas regras de participação. Limpinho. Os outros só têm é de cair fora. E, de preferência, não a usem, nem como ponto de partida para estudar seja o que for.

Mas como tenho escrito muito sobre o assunto no site do Orlando Braga, vou terminar por listar as discussões que tive por lá. Quem tiver paciência e curiosidade tem muito por onde pegar. Ora cá vai:

The faith-based encyclopedia

Resposta a comentários

A realidade não existe; existe a “Wiki-realidade”

O negócio Wikipedia

Testemunhos

Wikiality — um facto insofismável

Wikiality — um facto insofismável (2)

Nota: O site do Orlando Braga desapareceu do mapa. Diz que está em manutenção... Muito conveniente, diria eu... Mas não quero ser má língua... Nem convencido... Pelo que parece, despareceu mesmo por questões ligadas ao serviço de alojamento. Tudo o que eu disse nessas discussões foi ao ar... é a vida de quem não faz backups de tudo o que escreve...
Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 20:53
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1 comentário:
De Artur a 21 de Fevereiro de 2007 às 11:00
A Web 2.0 é viciante, não é?

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