Domingo, 7 de Janeiro de 2007
Curta 12

Eduardo-mãos-de-tesoura - um dos infelizes excluídos, porque 100 é pouco...

Com uma lista provisória já feita, verifico como estas listas são, de facto, uma gradessíssima treta. Mas uma treta que, ao menos, serve para revivermos alguns dos mais gloriosos momentos das nossas vidas. Verifico, por exemplo, que escolho de vários realizadores as suas obras mais atípicas e deixo de fora as obras que os deveriam mais fielmente representar. Verifico, por exemplo, que o 37.º filme não é melhor que o 38.º mas que, por seu lado, não é inferior ao 24.º... Complicado, não? Mostra bem a coerência do conjunto. Verifico, também, que metade dos filmes são norte-americanos. Que só consegui enfiar um filme português no conjunto, e teve de ser a martelo... Que o segundo país mais representado é a Itália, com 9 filmes e depois, a França (8), Inglaterra (7), Japão (4), México e Dinamarca (3 cada), Polónia, Alemanha e Suécia (2 cada) e, finalmente, Brasil, China, Rússia e Espanha, com um filme cada. Contas por alto, porque vai não vai lembro-me de outro filme e lá se vai da lista o "My Darling Clementine" de John Ford, o M Butterfly do Cronenberg e, lá teve de ser, o Plano 9 dos Vampiros Zombie e também a homenagem de Tim Burton ao seu autor. Mesma sorte teve O Paciente Inglês e Forrest Gump porque já tinha melodramas que chegassem. E porque 100 é um número muito pequeno, tive que arrastar para fora o "Grandes Esperanças" de David Lean (não a adaptação mais recente que não me faz qualquer tipo de cócegas) e uma data de obras de Visconti, Chaplin, Buster Keaton, William Wellman, Fritz Lang... O "Há Lodo no Cais" teve sair para dar lugar a um francês agora mesmo... Enfim... Espero não ficar doido de tanto comparar aquilo que o não pode ser. Talvez por isso, o filme que fica no topo (o último a ser revelado, daqui a muitos dias) inclua uma escolha impossível na sua narrativa. Enfim, omissões são inevitáveis. E diferenças de opinião, então...
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publicado por Manuel Anastácio às 19:14
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4 comentários:
De Paulo Hasse Paixao a 8 de Janeiro de 2007 às 02:12
Lindo problema o teu. É uma pena teres deixado de lado o Forrest Gump, que é uma coisa mesmo porreirinha (e que giro seria ler-te sobre este filme). O Fritz Lang também tem que se lhe diga. Mas se estes saíram foi para que outras fitas mais altas pudessem entrar. Estou em pulgas pela revelação dessa lista.
De Manuel Anastácio a 8 de Janeiro de 2007 às 11:06
Alguns Fritz Lang... Não todos... ;)
De Inês Ramos a 8 de Janeiro de 2007 às 12:24
O "Metropolis" vai entrar na lista? Também é um dos meu filmes de culto.
De Manuel Anastácio a 8 de Janeiro de 2007 às 23:22
Pois... Prometi a mim mesmo não revelar nada... Mas a cada momento que olho para a lista tremo com a reacções do pessoal a rir-se na minha cara: uns a dizerem "mas isto é um grande filme? LOL..." e outros: "Ehhh... Só filmes para intelectuais... Nada de jeito..." Enfim. A lista é puramente minha. Não é a lista dos melhores filmes de sempre. São os filmes que me tocaram, que me arranharam, que me cortaram a alma em pedaços ou que lhe devolveram a sua integridade. Muitos são filmes ditos banais... Outros, filmes óbvios (alguns tão óbvios que mete pena). Mas são meus. Isso ninguém me tira... Mas Metrópolis é, sem dúvida, um dos mais belos e verdadeiros filmes de sempre. Mas não digo se cabe ou não nos cem... Tenho de manter a audiência (é: o Hitchcock também me ensinou alguma coisa...). ;)

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