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Domingo, 19 de Novembro de 2006
O heterónimo de Platão

Napoleão atravessando os Alpes - por Jacques-Louis David (1748-1825), óleo sobre tela, 1801, Musée national du Château de Malmaison


Fiz, há dias, um comentário a um dos textos mais originais que me lembro de ter lido na Blogosfera lusófona: "O problema de Sócrates: uma contribuição para a tese da heteronímia". Confesso que, na minha ignorância, julgava que, apenas referindo um nome, Aristófanes, deitava a tese da heteronímia abaixo (ou, pelo menos, poria o autor da tese em apuros). Vamos lá imaginar que Sócrates nunca existiu! Era o que faltava - há cada uma...

Lembrei-me daquele senhor (J.-B.Péres, bibliotecário de Agen) que afirmava a inexistência de Napoleão Bonaparte, que seria apenas uma metáfora solar:

a) O nome Napoleão  adviria de  Apollon/Apoleon - nome dado ao sol enquanto agente destruidor. Napoleão seria o verdadeiro Apoleon (Neapoleon ou Neapolion - tal como apareceria escrito, de facto, numa coluna da Praça Vendôme; já que as partículas ne ou nai, em grego, reafirmam a veracidade de algo); Bonaparte referir-se-ia à parte boa do dia - aquela que é favorecida pela luz do sol, em contraste com a má parte, entregue às trevas;
b) Nasceu numa ilha mediterrânica, tal como Apolo (este em Delos, aquele na Córsega);
c) A sua mãe chamava-se Leticia, enquanto a mãe de Apolo se chamava Leto.
d) Teve três irmãs, tal como Apolo (as três Graças);
e) Teve quatro irmãos, tal como Apolo. Esses irmãos, que representariam as quatro estações - três das quais reinam sobre algo (a Primavera, sobre as flores;  o Verão sobre as searas; o Outono sobre os frutos) e um que não reinou (o Inverno, cujo reino se estende sobre o nada);
f) De acordo com a mitologia grega e egípcia, o Sol teve duas esposas: uma das quais (a Lua) não lhe deu filhos. A outra, a Terra, teve o seu único filho: Hórus. Tal como Napoleão, que também só teve  um filho, de uma das suas duas esposas.
g) Assim como Apolo destruiu a devastadora serpente Python, o mesmo teria feito napoleão com os caminhos mórbidos da Revolução Francesa;
h) Teve grandes vitórias no Sul (assim como o Sol aparece na sua maior glória, durante o dia, a Sul) e não conseguiu penetrar as suas forças a Norte (onde o Sol, de facto, não faz qualquer trajecto, mesmo que aparente);
i) Reinou 12 anos (paralelismo com as 12 horas - metade de um dia);
j) Teve o seu ocaso no Ocidente, na Ilha de Santa Helena...

Claro que este é um mero resumo. Péres entra em minúcias que considero, por agora, desnecessárias. 

Mas fazer a comparação entre este engenhoso divertimento mitológico e a identificação de Sócrates como um heterónimo de Platão não é, de facto, justa. Julgava eu que chamando o Aristófanes à baila sairia vencedor da polémica. Mas quem não sabe é como quem não vê, lá diz o ditado. E Paulo Hasse Paixão vê longe. Aristófanes não era, de facto, apenas o que eu dele conhecia (e conheço pouco, de facto - nunca me deliciei a ouvir as onomatopeias anfíbias de "As Rãs" em bom grego). Poderia ter sido mais - e foi, de facto. Como termina o post de resposta à minha provocação: Aristófanes "era absolutamente giro." Giro, refere-se, com certeza, à sua capacidade de rotação. Como no ângulo.

E, assim, calo-me, e saio de fininho...
Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 20:51
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4 comentários:
De Artur a 21 de Novembro de 2006 às 18:34
Quase me apetecia meter à liça com uma teoria estapafúrdia às voltas com o Elvis, discos voadores, alienígenas e um toque de nanotecnologia só para dar um ar mais high tech à coisa...
De Manuel Anastácio a 22 de Novembro de 2006 às 00:48
Diverte-te à vontade. Mas olha que a tese do Paulo Hasse Paixão, ainda que possa parecer apenas um divertimento, é mais que isso. É de uma impressionante consistência. Nada a ver com a simples tonhonhice do nosso bibliotecário de Agen.
De Paulo Hasse Paixão a 22 de Novembro de 2006 às 14:40
Bom, não há problema nenhum em considerar a minha pequenina tese sobre a heteronomia de Sócrates um simples divertimento, nem tenho naturalmente qualquer pretensão para além de preencher o branco do blog com alguns desvarios mais ou menos consistentes.
Também devo dizer que foi preciso algum engenho e exaustiva pesquisa para conseguir equacionar o factor Aristófanes...
Seja como for - e mais uma vez - muito obrigado pelas gentis palavras. São, por si só, gratificantes o necessário para que tenha valido a pena o atrevimento revisionista.
De Paulo Hasse Paixão a 23 de Novembro de 2006 às 03:36
Por ego-centrifugacidade, acabei por não comentar o que devia: esta coisa deliciosa de Napoleão ser uma metáfora solar. A tese é, convenhamos, bem mais ambiciosa do que a minha humilde rábula, mas nem por isso menos divertida. E mais, lembra-me um outro caso cuja discussão está em aberto: a existência real do revolucionário e malogrado faraó adorador do sol, Akhenaton, pai de Tutankhamon e marido da bela e hiper-literária Nefertiti.
A verdade é esta: se recuarmos os anos suficientes, todas as pessoas são personagens de literatura (ver Borges).
Fica mais um abraço.

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