Terça-feira, 14 de Novembro de 2006
Lua cheia

Lua cheia, de "O Seringador" (Lello Editores)

Estava plácida a noite,
E bela, no céu sereno,
A lua, o rosto argênteo
descobria, alegre e pleno...
Soou, então,no ar,
Rompendo o silêncio,
os doces e suaves
acordes de um alaúde...
E foram melancólicos os versos
que um Trovador cantou.


A noite não é o reverso da luz, mas a sua pura essência, decantada no cadinho da Lua, clara Sibila e casta
confidente dos amantes. A noite é a eternidade que desce e se afoga com as Plêiades ardentes no Oceano. Foi a cotovia, que ouvi? Ou o rouxinol? Tristes mãos as tuas, Aurora, de dedos roxos de frio, com que tocas, como um cadáver, sobre os rostos de quem não queres acordar. Tristes mãos aquelas que trocam a pura luz da Lua pela sua fonte poluída.

- Termina o que estás a fazer...

Nem todos os actos de amor reflectem a luz da Lua.



Nota: O primeiro link dá para a ária de "O Trovador" (a tradução fracota dos primeiros versos da ária começa este post): "Tacea la notte placida", na voz de Renata Tebaldi . O segundo leva até à voz de Joan Sutherland, dirigida por Richard Bonynge, na Casta Diva (se a Universidade de Columbia não permitir este link, então, é provável que não consiga aceder... Terá de ir aqui: http://www.columbia.edu/itc/music/reserves/complete.html). O resto do post não foi escrito por mim, mas por Homero, Felice Romani, Shakespeare e Virgílio e Carla Cristiana de Carvalho. Qualquer toque de mau gosto resultou da minha má tradução.
publicado por Manuel Anastácio às 22:53
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2 comentários:
De Artur a 15 de Novembro de 2006 às 19:45
Real media? E que tal um mp3?
De Manuel Anastácio a 15 de Novembro de 2006 às 19:57
Se eu soubesse... Limito-me a usar o que encontro na net - não a fazer eu mesmo os uploads. O meu fairusismo não chega a isso.

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