Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006
Flores de pedra I

Arcaz tumular no Museu Arqueológico de Barcelos (Paço dos Duques de Bragança).

Tanta morte, havendo vida,
Nestas  flores
Rompendo em dores dos cristais!
Além, também, das cores de pedra:
Como esse rosa em mica florida,
Sobre o duro fundo que medra
Fungos sobre sinais.

Até sobre flores eternas
Recai o Outono.

Até a mais pesada pedra
Pode cair em silêncio sobre um corpo, sem causar dor .

Feliz ideia, a de um túmulo despojado do morador.

Nem os coveiros de Hamlet sabiam o que diziam:
Não há moradas eternas. Nem para a morte.
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publicado por Manuel Anastácio às 21:23
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1 comentário:
De Flores de pedra a 15 de Maio de 2008 às 09:27
gostava de dar os parabéns pelo poema "Flores de pedra".

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