Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006
São Longuinhos do Bom Jesus do Monte

São Longuinhos
, tema de um dos meus posts anteriores, continua a envergar a lança sagrada sobre a dispensável paisagem urbana de Braga. Em sua volta não vi ninguém a dar três voltas. Ao lado, o célebre canudo já não existe. Mas o Upa e o Cupa, os dois elevadores hidráulicos, já estão de novo a funcionar. Dizem os bracarenses que quando o Upa sobe, o Cupa "dece" - pelo que não é posível dizer ao certo qual é o Upa ou o Cupa, a não ser que alternem de nome.

Os canteiros em torno do cavaleiro, sob o sol de fim de Agosto enxameiam-se de cravos-xaropes (ou cravos-jaropes?), como são designados no Minho - cravos-espanhóis, como são chamados no Centro de Portugal; cravos-de-defunto, como são designados por outros sítios (como no México onde enfeitam os cemitérios no dia dos Fiéis Defuntos) e Tagetes erecta como são conhecidos no mundo inteiro.  São reputados como biopesticidas, dando cabo de nemátodos e algumas espécies de insectos, embora as suas folhas possam alimentar as larvas da traça Melanchra persicariae.

Tive, é claro, de descer no Cupa, para depois subir pela escadaria das virtudes acima. Perto da Caridade, lá o vi de novo, sobranceiro às capelinhas dos passos de onde exalava o típico  cheiro pestilencial da cera queimada e do mofo. Nunca percebi isso das velas queimadas. Muito mau gosto olfactivo têm os santos...
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publicado por Manuel Anastácio às 14:01
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