Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006
Fantasma rasteiro

Sou um indefectível adepto da série "Perdidos". Confesso que também espero, com a mesma curiosidade atroz, o desfecho do Harry Potter - essa série de livrinhos que tive alguma relutância em pegar, até que devorei em quatro dias os primeiros quatro e tive, depois, de penar pelos outros dois. Com todos os defeitos que tenham, constituem uma história muito bem contada - e não sou daqueles que só atribuem mérito à colecção por ajudar nos hábitos de leitura da criançada. Quanto a "Perdidos", a história é semelhante - não liguei a mínima durante a primeira série. Comecei a aperceber-me do puzzle apenas a meio da segunda série e, depois, lá consegui ver todos os episódios numa ordem algo aleatória, mas sem prejuízo para a compreensão de algo que vive de um mundo fragmentário.

Um dos mistérios da série consiste num fumo negro ameaçador e dirigido sabe-se lá por que vontade. Ao que parece, já Michael Crichton inventara algo semelhante, composto por milhares de nanorobots. Os argumentistas da série juram a pés juntos que este fumo é diferente. Seja ou não (provavelmente, a explicação será simplesmente decepcionante), quando ia a caminho da Ribeira da Brunheta fui acometido por um fumo semelhante, mas amarelo. A nuvem ficou ali, parada, à minha frente, imobilizada sob a torreira do sol.

Não sei o nome desta erva rasteira, seca. Mas que tem um aspecto fantasmagórico, tem. Na verdade, é simplesmente composta por uma filigrana de hastes finas encimadas de frutos esféricos minúsculos. Tentei fotografar em pormenor, mas a minha pobre máquina fotográfica não tem olho para essas coisas. Fica assim mesmo.
Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 16:33
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1 comentário:
De Artur a 25 de Agosto de 2006 às 11:17
Twilight Zone!!!

Dizer de sua justiça

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