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Segunda-feira, 29 de Julho de 2013
LXXVIII

Depois de um papa cujo único mérito foi resignar-se antes que a Irmã Morte o fosse buscar, os cardeais decidiram, com alguma sensatez, escolher alguém com o perfil necessário para ser canonizado em vida. Francisco sabe já que, quando morrer, começarão a tratar do processo para o tornar oficialmente santo. Oficialmente porque, mesmo segundo os critérios teológicos do catolicismo, haverá com certeza mais santos no céu do que aqueles a quem o Vaticano põe o carimbo de certificação de qualidade. E não vou discutir agora se alguns merecem ou não serem santos. Eu não participo no jogo, quem participa é que deve pôr em causa as regras do mesmo. Mas, ainda assim, este papa, a meu ver, tem sido sobrevalorizado. Eu mesmo embarquei no entusiasmo no simples momento em que ouvi dizer que chamar-se-ia Francisco, o nome do santo que, no meu abalável agnosticismo (inabalável até ao momento), esteve mais perto do ideal cristão da ingenuidade infantil. Acontece que este Francisco não é Francisco de Assis. Pode entrar na morada dos pobres, caminhar entre os pobres, rir-se com os pobres; pode não cair no miserável ridículo de benzer artigos de luxo, como o papa anterior. Mas não é Francisco de Assis, até porque Francisco de Assis nunca desceria à indignidade de ser bispo e muito menos de ser papa. Aliás, como o próprio Jesus Cristo, o mais anti-sacerdotal e anti-hierárquico dos líderes religiosos da história da Humanidade. Hoje, vejo algumas pessoas a abanar ramos de palma e a gritar hossanas por uma bela treta dita pelo papa, treta essa interpretada abusivamente como um sinal de abertura e tolerância da Igreja. No Público aparece “Papa Francisco contra a marginalização dos homossexuais” - título interpretativo de um discurso puramente conservador. Veja-se: “O Papa lembrou que “o catecismo da Igreja Católica diz muito claramente que os homossexuais não devem ser marginalizados [por causa da sua orientação] mas devem ser integrados na sociedade”. Mas também recordou que a doutrina entende os actos homossexuais como um pecado.”. O papa disse, no fundo, que os homossexuais são aceites pela Igreja desde que... não pratiquem a homossexualidade. Só eu, neste triste mundo é que vejo como isto é ridículo?


Repare-se que os grupos neonazis russos que engatam homossexuais na net para os humilharem e torturarem publicamente poderiam subscrever na íntegra este discurso, até porque pretendem, desta forma, dar um corretivo a alguém que, no ver deles, será um pedófilo no futuro. Tudo a bem da integração numa sociedade onde ter satisfação sexual (mútua) com alguém do mesmo sexo é pecado. Heil Papa!

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 21:46
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1 comentário:
De Gerana Damulakis a 3 de Agosto de 2013 às 01:38
Seus poemas estão brilhando na revista da Academia de Letras da Bahia. Parabéns! Sempre admirei muito seus versos.

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