Quinta-feira, 28 de Março de 2013
LXI

É deprimente ter de defender Sócrates. A minha conterrânea Francisca Almeida, deputada na Assembleia da República onde defende com unhas e dentes a vacuidade dos miolos da direita portuguesa, vem a terreno, como cadelinha bem treinada a fazer ão ão ao carteiro, dizer uma cambada de alarvidades sobre a entrevista de Sócrates. “Interessa muito pouco aos portugueses discutir o passado. Espero que o comentário político do antigo primeiro-ministro consiga passar da conversa sobre as políticas anteriores.” É incrível a falta de vergonha na cara desta gaja. Ou não será falta de vergonha? Será burrice? Não. Chico-espertice. Enoja-me que o governo, que esta nódoa vimaranense defende, passe a vida a dizer que tem muita pena dos portugueses, velhinhos e crianças esfaimadas e sem cuidados de saúde, mas que a culpa não é deles, mas dos desmandos socialistas e dos socráticos em particular. Se fizer jus às suas afirmações, convém que se chegue ao rebanho a que pertence e o ensine a berrar de outra forma, assumindo aquilo que está a fazer sem deitar as culpas para o passado. Tenham vergonha nessa tromba. Usem para vós do mesmo remédio que receitam para os outros, se faz favor.

publicado por Manuel Anastácio às 11:54
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