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Domingo, 11 de Novembro de 2012
Carta aberta a Ângela Merkel, Nossa Senhora muito amada:

Carta aberta a Angela Merkel:

Cara Ângela. És um anjo caído do céu, mas não um anjo caído. Resplandeces na tua aura messiânica e apocalíptica e, como sedutor anjo da morte cavalgas os póneis da fomezita, das guerritas civis e das pestinhas. És a Carlota do Werther, mas mais simpática. Levas ao suicídio coletivo os jovens idealistas do seu próprio bolso e fazes crescer a turba fervilhante dos movimentos apartidários contra os políticos, essas sanguessugas que são sempre sanguessugas só porque sobem a um palanque e fazem promessas. Porque fazer promessas num palanque é crime, e os gafanhotos com rabo de escorpião e cara humana dos vermes islandeses mordem sem cessar os culpados da crise - os políticos, claro. Não aqueles que enriqueceram e continuam a enriquecer com dinheiro que inventaram e desviaram para o cálice sem fundo dos offshores implantados no seu peito, não aqueles que controlam a seu modo o pão de cada semana, falsificando-o com a serradura dos corpos secos e decepados de braços daqueles que antes eram trabalhadores e agora são meros desempregados, inúteis, bocas a mais, pulseiras verdes em salas de longas e mortas esperas, não esses que dizem que as radiografias depois de um acidente na escola deve ser pago com audiências vazias nos concertos, não esses que dizem que num país onde alguns jamais voltarão a ser úteis, o único caminho é abrir um negócio - engraxar sapatos, com certeza, para quem ainda tiver sapatos. Não esses. Esses não são criminosos, esses devem ser protegidos como espécie em risco. E são. São uma espécie em risco, mas longe da extinção, curiosa espécie biológica em que um parasita é maior e alimenta-se de múltiplos hospedeiros. Espécie curiosa e apocalíptica, acarinhada pelo povo que acende velas à Senhora de Fátima e agasalha-se sob as amplas asas da fé e da resignação. Esses não, esses não são criminosos. São lemingues suicidas e tu, cara Ângela, és o seu desnorte, és a paixão desvairada dos famintos e dos ignorantes. Porque todos os políticos são culpados da morte, da fome e da peste, dizem os apartidários manhosos que alimentas com as tuas fartas tetas túrgidas de pus e podridão. Cara Ângela, és bem-vinda a Portugal. O povo que detesta os políticos ama-te porque estás acima da política. És o veneno mortal que todos querem ter a correr no sangue quando a dor e a falta de esperança não permite manter em pé as magras pernas desta gente que chora e que merece cada lágrima que tem no rosto pela sua ignorância e pelo atraso mental que os dignifica. Ângela, grande educadora, guia dos necessitados, candeia dos cegos, avé. Nós te amamos, Ângela, nós te adoramos, e continuaremos a beijar os santos pés de Portas, Passos e Seguros, fiéis depositários do teu corpo consubstanciado em cada apartidário, de cada revoltado contra o demónio, o diabo, o porco sujo chamado política. Nós te amamos, nós te adoramos. Nós te rogamos, Ângela, concede-nos a beatitude do teu abraço mortal e torna-nos felizes instrumentos do melhor dos mundos. Bem-vinda sejas hoje e sempre, nesta forma ou noutra que mantenha a mesma substância com que se alimenta o fim do mundo.

Manuel Anastácio

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