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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
Cultura sem muralhas

Em seis meses, que mostra de vida cultural poderíamos dar ao mundo além daquela que sempre moveu Guimarães? Depois de angústias e polémicas, não totalmente alheias ao contexto cultural da cidade, tanto que as Roubalheiras Nicolinas se realizam em dia incógnito; depois de insonsas manifestações de grande profundidade intelectual, como uma memorável largada de balões e a originalíssima ideia de fazer um logotipo humano, as expectativas não eram as melhores. Mas Vimaranense algum pode, sequer, conceber a ideia de a cidade passar a vergonha de ser medíocre neste ou noutro qualquer intento. Maravilhoso feito seria, passar esta cidade por medíocre.

 

Pese o facto abominar touradas, só me pode ocorrer, como arquétipo da força anímica deste povo, aquele milagre que foi fazer renascer uma praça de touros em apenas cinco dias, depois de um incêndio, em 1947. Em Guimarães pode-se dormir e, de manhã, descobrir-se a vergonha de uma oliveira milagrosa cortada à traição. Mas, não sendo possível ressuscitar uma árvore cortada, pode-se erguer o Mito às alturas da Verdade. Passado meio ano, assiste-se à admirável confusão de não se saber o que é feito ou não por obra e graça da Fundação Cidade de Guimarães. E ainda bem. Isso diz muito quanto à forma como apropriámos a ideia de que todos fazemos parte.

 

Chamamos Cultura à manifestação mais profunda do que é ser humano. Mas a vontade superficial de encher praças com batalhas de almofadas, não fazendo parte do programa oficial do evento, e custando à Câmara verbas não previstas em limpeza de espaços públicos, também faz parte. Até faz parte o convite oficial a um artista que veio fazer a sua arte de rua nas paredes de Guimarães, para a Câmara, a seguir, mantendo, de resto, coerência,”limpar”, muito mal, aquilo que terá sido encomendado pela Fundação, alheia, por certo, ao facto de que aqui, por  feia que seja uma parede, não há obra grafitada, por mais artística que seja, que sobreviva a uma camada mal aplicada de estuque semiopaco.

 

Chamamos Cultura à tela que dá a ideia de que a vida faz sentido. As Artes e o Saber formam a urdidura sem a qual seríamos meros fios desagregados em massa amorfa. Para quem, como eu, não nasceu nem cresceu em Guimarães, estes meses alargaram as praças, sempre cheias de bairrismo orgulhoso, para um orgulho maior que o do seu Património Mundial feito de muralhas. A Cultura desfaz muros,não os levanta. E quando vejo nos olhos desta gente a saudade antecipada de um ano que agora vai a meio; e ouço dizer que a autarquia põe entraves à iniciativa popular; e que aquilo que se faz, ocupando praças e edifícios  com a criatividade não oficial do evento só vai sendo tolerado a pretexto e como complemento do programa oficial, só penso que tem de haver neste discurso algum equívoco. Guimarães é mais que as Nicolinas e as Gualterianas, e os corações estilizados dizem mais que “fazemos parte” – dizem que o faremos sempre e que 2012 não vai, nem pode, terminar em Dezembro.

 

Texto publicado na última edição especial do Povo de Guimarães.

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publicado por Manuel Anastácio às 22:10
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