Domingo, 20 de Maio de 2012
Resumo de “A Tempestade” para quem não tem tempo de ler a peça antes de ir ver os Footsbarn

 Kusruti Kani na "Indian Tempest" (foto de um ensaio), dos Footsbarn. Foto de José Caldeira

 

Próspero, um mágico parecido com o Gandalf, era o duque legítimo de Milão. O seu irmão, António (ajudado por Alonso, o Rei de Nápoles) fez um golpe de estado e mandou-o mar fora com a sua filha de três anos,  Miranda  (na peça, a indiana bonita da fotografia – Kusruti Kani), sendo apenas ajudado por Gonzalo, conselheiro do rei que lhe providencia o necessário para a sua sobrevivência, mais os seus queridos livros.  Durante doze anos, fica exilado numa ilha com Miranda. 


Próspero domina Ariel, um espírito (na peça, o gajo que usa corpete, até porque tem nome de gaja mas pouco aspeto disso), depois de este ter sido salvo da dominação de uma bruxa, Sycorax, mantendo a sua lealdade à custa de promessas de futura liberdade.


Ariel tem um filho, Caliban, o único habitante não-espírito da ilha. Um monstro (esse é fácil de identificar) que ajudou Próspero e Miranda a sobreviver na Ilha, e que foi por eles doutrinado na sua língua e religião (colonialismo?), ao mesmo tempo que é escravizado depois de ter tentado violar Miranda. Caliban fica ressentido e, Miranda e Próspero, enojados com a sua presença.


No início da peça, Próspero, já na ilha, adivinhando a presença do irmão num perto da ilha, faz o barco naufragar com uma violenta tempestade. Com António está Alonso, Rei de Nápoles, o seu irmão, Sebastian e o seu conselheiro, Gonzalo, todos à vinda do casamento de Claribel, filha de Alonso com o rei de Túnis.

 

Próspero separa, através de artes mágicas, Alonso e o seu filho, Ferdinand (o Haris Haka Resic, com pinta de Johnny Depp nos Piratas das Caraíbas), de modo que estes presumem a morte um do outro.

 

Caliban encontra-se com Stephano e Trínculo, dois bêbados, que ele acredita terem vindo da lua (cenas cómicas garantidas para a criançada). Estes tentam usurpar o poder a Próspero e falham.

 

Próspero pretende que Miranda e  Ferdinand se apaixonem, o que acontece de imediato, mas como para “fácil empresa, pequena recompensa”, dificulta as coisas e escraviza Ferdinand, fingindo que o julga um espião.

 

António e Sebastian, entretanto, pretendem matar Alonso e Gonzalo, de modo a entronizar Sebastian.  Ariel impede-os, a pedido de Próspero, aparecendo aos três traidores na forma de hárpia (uma cena feliz com um pássaro negro manipulado por vários atores) que os repreende, ao mesmo tempo que os faz  aproximarem-se de Próspero.

 

No fim,  Próspero perdoa a traição de Alonso,  António e Sebastian, e dá-lhes um sermão. Ariel é encarregado de levar toda a gente para Nápoles em segurança, onde Ferdinando e Miranda se casam. Depois deste último trabalho, Ariel fica livre. Próspero renuncia às artes mágicas que cessarão com os aplausos do público. Quando Caliban se deita para dormir, finalmente livre, na estrutura alta do palco, com chamas à sua frente, é altura de bater palmas. A peça acabou.

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publicado por Manuel Anastácio às 19:44
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