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Sábado, 26 de Junho de 2010
Cinema e literatura 3

 

Cameron Diaz na famosa cena que celebrizou um poema de e. e. cummings que inspirou, por sua vez, uma encomenda da Gerana a este tradutor fingido.
Filme "In Her Shoes" ("Na Sua Pele", em Portugal e "Em Seu Lugar", no Brasil).

Há várias formas de recitar ou ler poemas. Não creio que esta seja esplendorosa mas, em termos de pura adequação emocional ao contexto do filme, as palavras tomam toda uma significação pessoal que, ao tomarem um corpo concreto, sublinham a maravilha universal daquele texto. A face de Toni Collette (de uma beleza estranha e magoada) ao ouvir a irmã que, até àquele momento, era, para ela, uma analfabeta a vários níveis, é, também, e simplesmente, uma daquelas maravilhas que mantêm as estrelas separadas.
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publicado por Manuel Anastácio às 13:48
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"Cinco" - Ópera do Centenário da República, de Carlos Clara Gomes

Sou frequentador assíduo de tudo o que seja espectáculo de entrada livre. Não por forretice, mas porque não há nada mais confrangedor que ver um espectáculo aberto a todos sem público. Principalmente, quando o espectáculo é de qualidade. Hoje, contudo, vi o pior espectáculo da minha vida. Com entrada gratuita. É certo que a saída também era gratuita. Ainda pensei em sair antes de acabar, mas quis ver onde é que tudo descambava. O espectáculo chama-se "Cinco" e é uma "ópera" popular contemporânea - algo a querer imitar "Les Miserables", com um toque de Bertold Brecht, Zeca Afonso e muito Quim Roscas e Zeca Estacionâncio - ou coisa assim, talvez falhe nesta última referência cultural. O espectáculo, que vai continuar amanhã, no lado direito do Paço dos Duques, já foi estreado em Viseu, pela Companhia de Teatro DeMente. É uma coisa amadora? O site da Câmara diz que tem um elenco de 23 profissionais. Ora, eu fui pensando, ao longo do espectáculo, se aquilo não seria feito por amadores algo alienados, reclusos, sei lá... mas não. Supostamente são "profissionais". Ora, a música é pavorosa, mas pavorosa mesmo. Dá vontade de ouvir o Quim Barreiros, o Tony Carreira, qualquer coisa é mais suportável que aquela monstruosidade medonha que pretende ser por vezes épica (muitos punhos fechados e povo a ser fuzilado) e por vezes cómica (mas da comicidade só consegue, mesmo, alcançar o ridículo). Bati palmas apenas duas vezes. No início, ainda numa atitude colaborante, perante um início ridículo mas que ainda não prenunciava a desgraça e, depois, numa cançoneta onde a rainha Dona Amélia critica o marido D. Carlos. Não sei quem é a cantora, mas tem, ao menos, a capacidade de não desafinar (claro que isso não salva a triste composição). Amanhã, o espectáculo continuará no mesmo sítio. Se é de Guimarães ou Braga, eu a si, ia ver. Quanto a mim, chega. Mas acho que vale sempre a pena ver até onde pode ir a falta de gosto, não obstante a boa vontade que anima esta Companhia Teatral, que quer juntar uma vertente didáctica e de animação cultural que integre "potencialidades artísticas locais". Mas de boas intenções está o Inferno cheio. E ver este espectáculo é um inferno de tal modo dantesco (sem Dante), que se torna obrigatório ver, do mesmo modo que é obrigatório ver o "Plano 9 dos Vampiros Zombie". O mau gosto pode ser extremamente educativo. É por isso que recomendo vivamente este espectáculo. Por favor, não faltem amanhã, dia 26 de Junho, no relvado à direita da entrada do Paço dos Duques de Bragança, às 10:00. Uma coisa vos garanto, meus amigos: tal como o site da Câmara diz, é um espectáculo "inolvidável". Deslumbrante. Estarrecedor. Confrangedor. É como se estivéssemos a ver o filme da nossa vida e só tivessem escolhido as partes que queremos esquecer. Não é agradável, mas tem as suas virtudes.

 

P.S. O amadorismo da obra não é aquilo que eu critico, mas a própria concepção da obra, que já nasce estropiada antes de cair nas mãos de amadores. Esse é, aliás, o melhor deste projecto, ao deixar jovens "experimentar" o palco. O que eu receio é que fiquem muito mal impressionados depois de tal experiência.

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publicado por Manuel Anastácio às 00:36
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010
Cinema e literatura 2

Só há uma coisa mais ridícula que escrever poesia. É tentar entendê-la e colher dela a verdade. Não é preciso entender nada, nem há "sim, mas..." mas basta repetir as palavras.

 

Cena do filme "A Tree Grows in Brooklyn", de Elia Kazan.

 

Versos de John Keats:

 

"Beauty is truth, truth beauty, — that is all
Ye know on earth, and all ye need to know."

 

"Beleza é verdade, verdade beleza — e é tudo

O que conheceis sobre a terra, e tudo o que precisais de saber."

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publicado por Manuel Anastácio às 11:23
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Cinema e literatura 1

Quatro casamentos e um funeral (1994): John Hannah recita um poema de D. H. Auden.

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publicado por Manuel Anastácio às 11:10
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Trilha de ausências

 

Para a Gláucia Lemos

 

Hoje, atrasou-se um trem

E eu esperei

Por quem se atrasaram as horas.

Esperei,

Vendo os ponteiros embicando na direção do pérfido mecanismo com que o tempo anda.

Esperei,

Atrasando, em minha espera, despedida e reencontro.

Esperei

Que viessem anjos descendo pelos carris, como em escada de Jacó.

Esperei

Que as maduras palavras da minha boca caíssem como vinho na taça da solidão por quem, como eu, pelo trem,

Esperei.

Esperei sinceridade na voz de quem me ouvia.

E tanto que esperei. E ele, por quem os segundos rugem, sem chegar. O trem

Sem pisar as ervas que cobriam os carris, castanhos de ferrugem, sem chegar.

E eu, sem lugar onde pousar os dedos

Além da espera, além de desaparecer. Além das subtilezas da natureza do Ser que espera.

Esperei que fosse apenas eu.

Que o tempo não tivesse parado naquele tempo sem fim

Em que a espera fingia que o tempo passava

Como um trem que jamais partiu.

 

Tenho um texto em preparação, rabiscado em restos de folhas da escola, com fragmentos de uma resenha mais objectiva sobre os poemas "adultos" de Gláucia Lemos (note-se que só li, até hoje, livros "adultos" da Gláucia) mas, não podendo, por agora, deixar uma análise mais detalhada dos caminhos metafísicos dos seus poemas, socorro-me da linguagem mais sucinta que conheço. A dos poemas.

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publicado por Manuel Anastácio às 23:19
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Segunda-feira, 21 de Junho de 2010
A insustentável leveza de ser próximo de Deus

Eis uma pessoa com grande "dimensão metafísica" e que rejeita o materialismo histórico, aliás, marxismo.

publicado por Manuel Anastácio às 07:41
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Domingo, 20 de Junho de 2010
O ano da morte do meu ortónimo

A Saramago, apesar de tudo

 

Quando o Senhor, do alto de uma nuvem extinta de papel celofane, disse

Faça-se tinta,

Houve uma gota caída no chão

Que a porosidade faminta do que é pequeno e vão destilou em narrativa e alegoria

Alheia à sua visão de céu e ira,

Calcada pelo ouro dos seus pés,

Ignorada do seu mundo de mentira.

Até que um dia, o Senhor caiu. E viu

Plasmado em chá embebido em grés,

O que apesar Dele se criou e Dele foi dividido,

Apesar de tudo, em tudo, e ao invés

Do que Dele, Nele fora, mas não para sempre, preterido.

 

E houve nele, e fora dele, um novo dia.

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publicado por Manuel Anastácio às 19:02
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Sábado, 19 de Junho de 2010
Leitura Obscura

Naqueles dias,

debaixo dos ramos verdes que dos eucaliptos queimados,

em caos, irrompiam,

esperámos que, gravada na névoa dos horizontes,

se lesse um outro mandamento

escrito no suave movimento de entrelaçar,

como soíam ser aqueles dias.

Libertai-vos uns aos outros

Como eu vos quis libertar.

 

Naqueles dias,

debaixo das ramagens dos carvalhos torcidos

Foi-nos dada a senha,

Mas o entono da iniciação não nos irrigou a alma,

Nem nas minhas frontes se reflectia, em fluorescência, a tua imagem.

Naqueles dias não desci até ti com as tábuas,

Mas com as argolas de ouro com que se enfeitam os porcos.

Naqueles dias

Leste-me a alma no sumiço dos meus olhos

Naqueles dias

Em que as almas ainda se liam como os jornais,

Na diagonal.

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publicado por Manuel Anastácio às 10:22
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010
Sete pecados capitais: Luxúria

Não é palavra esta surda vogal

Sem estilo,

Sem contenção e sem qualquer sentido de conveniência,

Alheia a qualquer edénica regra de abstinência.

Não é palavra nem discurso, nem no decurso da sua acção há,

Mais, nisto, que a eterna incipiência de quem se afunda na sábia insipiência do nada que é tudo.

Há, nisto um mito, pois.

Uma epopeia. Um cais. Um grito, uma partida, arremetida, um ponto de chegada. Fundação.

Não é palavra este pecado original

Orgia, deboche, fornicação.

Prazer incinerado nas fornalhas do Bem e do Mal.

Mastros que se erguem, em surda peregrinação,

Infernos onde se perdem em alquímica transmutação o que fomos,

O que quisemos ser,

E o que em nós houve de querer.

Não é palavra esta surda vogal A

De espanto ou E

De dor, de breve reclamação fingida ou I

De chiar alheio às convenções ou o O

Do inevitável grito de todas as perfeições, ou um prolongado U

De líbidos insatisfeitas

Que se apagam num sorriso doentio de desejo

Entre olhares perdidos de almas feridas, incompletas, imperfeitas.

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publicado por Manuel Anastácio às 21:27
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Domingo, 6 de Junho de 2010
Paralaxe

Põe um dedo em frente dos olhos

Frente ao nariz

Perpendicular à recta que une as tuas pupilas.

Fecha um olho e abre o outro.

Vê o dedo sobre o fundo.

Fecha o olho aberto, abre o outro.

Vê o dedo sobre o fundo.

Mede a distância não percorrida pelo dedo sobre o fundo

E calcularás a, não relativa, mas certa, medida de todo um mundo.

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publicado por Manuel Anastácio às 19:04
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