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Sábado, 8 de Setembro de 2007
10 Livros que não mudaram a minha vida

Abertura 1812 de Tchaikovsky, pelos Swingle Singers. Uma boa metáfora para explicar porque é que o "Guerra e Paz" mudou a minha vida...

A Inês Ramos colocou-me numa corrente que me obrigou a pensar naquilo que não me fez pensar em nada que valha a pena. Claro que isso é difícil. Por seca que seja um romance, se o lemos até ao fim, alguma coisa em nós germina. Por repulsiva que seja a ideologia que transparece nas páginas, já a repulsa é uma mudança, um empurrão, uma estalada, um cheiro a vómito - obriga-nos a mudar de lugar, ao menos. Mais rapidamente citarei um livro em sintonia com o que sinto ou senti, que um livro que me tenha horrorizado pelo simples facto de ter sido escrito.

Olhando para a lista da Inês, deparo-me com o "Vale Abraão" da Agustina, que não li, mas que incluí, na versão Manoel de Oliveira, na minha lista de filmes da minha vida. Sei que a Agustina detestou a transposição para filme... Não sei se isso é revelador de alguma coisa... Vejo o "O Vermelho e o Negro" de Stendahl, que tanto me assombrou com a sua loucura regrada. Vejo o "Guerra e Paz", que me parecia resumir a pequenez de tudo o que é grande, e a grandeza de tudo o que é pequeno. Vejo o "Todos os Nomes", que tão dolorosamente condensa o espaço e o tempo na matriz da possibilidade do Amor. E descubro como é abençoada a diversidade dos gostos. E como é detestável o provérbio que diz que gostos não se discutem. Não se deveria discutir outra coisa.


E, depois de muito pensar, e ciente de que, como bem diz o Lazarilho de Tormes, não há livro de que não se aproveite alguma coisa, fiquei com estes ossos:

1. Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach
2. A Noite e o Riso, de Nuno Bragança
3. O Anjo Ancorado, de José Cardoso Pires
4. Onde cai a Sombra, de Américo Guerreiro de Sousa
5. O Amor é Fodido, de Miguel Esteves Cardoso
6. Monarquia, de Dante Alighieri
7. Gene Mortal, de Robin Cook
8. Quotidiano Mulher, de Isabel Ary dos Santos
9. O Corão, incriado, mas intraduzido para português, claro.
10. A Noiva Judia, de Pedro Paixão

Do 1, digo que foi uma seca sem sementes. Muitos pinotes, muitos níveis, muitos discípulos. Nada. Népias. Zero. Provavelmente, de todos, o que menos mudou em mim.

Do 2, até se lê bem. Está bem escrito. Inventivo. Mas não me fez cócegas em lado algum.

Do 3, de um grande escritor, só me ficou um enorme tédio, como se tivesse passado a tarde a olhar para um mero de olhar bovino no fundo do mar.

Do 4, tenho a impressão que me ficou uma certa marca de água sobre papelão e caruncho. Já não é mau.

Do 5, de um autor que muito aprecio, nada me ficou. Mas a capa era bonita. E o título também não é mau.

Do 6, posso dizer que... é melhor voltar para a poesia do gajo.

O 7, tinha que o pôr, ainda que não fique bem no meio dos outros títulos, por ser absolutamente desprovido de mérito ou importância.

Do 8, não
             sei
                   o
                      que
diga

Do 9, é melhor não dizer nada mesmo. Não quero que venha, de facto, a mudar a minha vida.

Do 10, devo dizer que foi muito eficaz como soporífero. Quase tanto como a legislação do Ministério da Educação que tenho de digerir quotidianamente - mas essa muda-me a vida... ai se muda...

E, agora, os felizes contemplados para continuarem a corrente. Não são obrigados a aceitar, claro. As correntes são matematicamente insuportáveis - à 15.ª rodada já toda a população mundial teria de ter respondido, com alguns repetentes. Mas não custa tentar. Como só posso escolher cinco (assim depreendi eu), decidi passar a bola ao Paulo Brabo, ao Paulo Hasse Paixão, ao Artur Coelho, ao José Eduardo Lopes e à Ana Ramon. Tratarei de comentar aqui as escolhas, se forem feitas.
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publicado por Manuel Anastácio às 17:03
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Enciclopédia Pessoal: Silêncio
Verranno a te sull'aure, da Lucia de Lamermoor, com Joan Sutherland como Lucia e um irreconhecível Luciano Pavarotti como Edgardo, Gala Bing 72

Deixei as férias para descansar a pena de perdigão com que risco os rascunhos das únicas palavras que são minhas. Apenas apareci por conta da Wikipédia e fui acumulando textos que provavelmente nunca escreverei e que apenas ouvirei eu, quando nada mais houver para ouvir. Porque creio que nisso se resume a vida no Além: em palavras que só um ouve. Há quem lhe chame silêncio. Por isso, a tão forte atracção que esta palavra tem entre os poetas, todos os poetas, desde os grandes aos medíocres.  O silêncio que desceu irremediavelmente sobre a voz de Pavarotti está cheio de risos e palavras que nunca ouviremos. Da mesma forma, o silêncio abrupto que calou Jerry Hadley, há coisa de dois meses mostra bem como tão mal sabemos lidar com esta palavra. Está certo que Hadley não era Pavarotti, não chegava às pessoas como Pavarotti, era apenas um cantor de ópera que não mereceu destaque nas parangonas dos jornais quando decidiu pelas suas mãos voltar ao silêncio. Não houve mulheres da limpeza, de manhã, a informar os patrões de que  "O Hadley suicidou-se" - de facto, é mais duro e sádico que dizer apenas "O Pavarotti morreu" - e tanto as mulheres da limpeza como os patrões gostam mais de notícias duras e sádicas que de mortes esperadas com serenidade. Mas enfim. Não somos todos iguais na morte. Nem nas palavras que nunca ouviremos.


Jerry Hadley, com June Anderson e Coro, cantando "Make Our Garden Grow", de "Candide", conduzido pelo próprio compositor, Leonard Bernstein, a 13 de Dezembro de 1989.
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publicado por Manuel Anastácio às 17:10
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