Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
Jura de amor

As coisas belas duram o instante em que são belas

E nelas há a eternidade do instante

e a permanência do que é distante

E daquilo que nelas, em luz floresce.

E quando as coisas belas perdem as graças

que as fizeram belas,

têm, ainda nelas, a graça daquele instante

em que nelas se acolheram

todas as estrelas.

Podem as coisas belas deixarem de ser belas

mas há sempre nelas um instante

de eternidade, e a gratidão de quem a elas não foi distante

verá, sempre, nelas, que são belas

porque se acolheram nas estrelas

do céu distante, no olhar terno de quem delas

foi,

desde esse instante.

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publicado por Manuel Anastácio às 17:00
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1 comentário:
De glaucia lemos a 3 de Abril de 2012 às 07:04
Tão bonito!!! quanto as coisas belas, quando se fala nelas. Merece o poeta um beijo de quem tem a feliz oportunidade de ler coisa tão bela.

Dizer de sua justiça

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