Quinta-feira, 6 de Julho de 2006
The Larch
"Não podemos exibir isso, estamos à procura de algo completamente diferente", disse Walter Gropius a Mies van der Rohe quando rejeitou a possibilidade de exibir os projectos da sua casa "Kröller" na exposição que organizou em 1919, dedicada a "Arquitectos Desconhecidos". Gosto de imaginar Gropius a atirar com um frango de plástico na cara de um Mies cheio esperanças e ciente do seu talento (ainda preso ao neoclassicismo aristocrático antes de Versalhes, mas, ainda assim, cheio de talento).

Porque talento não é o mesmo que génio, assim como artesanato não é o mesmo que arte.

Da mesma forma que o baptismo com água mineral continua a ser válido, apesar dos protestos dos ateus.

Gosto de pensar que o surrealismo se resume aos Monty Python (mesmo "avant la lettre"). E que meia dúzia de lugares comuns são isso mesmo. Lugares comuns (não é possível ser original em espaços compartilhados??? Por que não?).

The Larch...

E, agora:

"Bêbada!", disse uma escrava a Santa Mónica, quando jovem, porque gostava de emborcar copos cheios de vinho, às escondidas, antes de o servir aos pais.

Uma palavra, mesmo que dita com más intenções,
pode, portanto, levar à santidade. Valha-nos isso.

E, agora, algo completamente diferente:

"Quando amar não é suficiente, acabam-se os lanches", escreveu Isabel Lopes, no verso da capa do seu livro de Língua Portuguesa do 6.º ano de escolaridade.

E, perante isto calo-me. É mais fácil comentar anedotas históricas.

Nas figuras:
1- Lariço (género Larix), árvore tão a gosto dos Monty Pytthon.
2- Santa Mónica, mãe de Santo Agostinho, que muito penou pela conversão do filho.


E não me perguntem pela coerência do conjunto.
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publicado por Manuel Anastácio às 21:36
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