Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Ao virar da manhã, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

A formiga-da-madeira silente vigia, e olha

para nada. E nada se ouve, antes goteja da negra

folhagem e dos suspiros profundos da noite

no desfiladeiro do verão.

 

O abeto ergue-se como ponteiro de relógio

em espinhos. A formiga reluz na sombra do monte.

Grita um pássaro! E, por fim. As nuvens amontoadas, lentas

iniciam a retirada.

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publicado por Manuel Anastácio às 00:00
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