Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
Há Paz na Proa que Avança, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

Numa manhã de inverno sentes como esta terra

mergulha em frente. Contra as paredes das casas

uma corrente de ar, beija-nos

fora do seu abrigo.

 

Rodeada de movimento: a tenda do sossego.

E o leme secreto do rebalho em migração.

Saído da escuridão invernal

sobe um tremolo

 

de instrumentos escondidos. É como estar

debaixo de altas tílias com o zunir

de dez mil

asas de insetos sobre as nossas cabeças.

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publicado por Manuel Anastácio às 23:39
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