Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
Aproximação da manhã, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

O alcatraz, o capitão-solar mantém a sua rota.

Por baixo, a água.

O mundo continua adormecido como

uma pedra multicolor debaixo de água.

Dia indecifrado. Dias-

como hieróglifos astecas.

 

A música. E eu assim, encurralado

na sua tapeçaria de gobelins de

braços erguidos - como figura

saída da arte popular.

 

Versão de Manuel Anastácio

publicado por Manuel Anastácio às 23:28
link do post | Dizer de sua justiça | Adicionar aos favoritos
1 comentário:
De glauciaa lemos a 16 de Novembro de 2011 às 03:34
Mais um poema do poeta sueco que me sensibiliza, o segundo. Penso que as versões do tradutor são mais estéticas que as traduções, ou talvez eu seja mais próxima da sensibilidade deste do que daquele. Acho muito feliz a imagem do autor encurralado nos gobelins da tapeçaria, de braços erguidos como figura de artesanato. Muito feliz. Estou começando a gostar do Transtrómer . Beijo. Gláucia

Dizer de sua justiça

.pesquisar