Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
Contexto, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

Olhai a árvore cinzenta. O céu correu pelas

suas fibras descendo à terra-

só uma nuvem encolhida fica esquecida quando

a terra se embriaga. Espaço roubado

retorcido em pregas, entrelaçado

com verdura. - Os breves momentos

de liberdade crescem em nós, vórtice

através das parcas e mais além.

 

Versão de Manuel Anastácio

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publicado por Manuel Anastácio às 23:13
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1 comentário:
De glaucia lemos a 14 de Novembro de 2011 às 20:59
O pouco -quase nada que tenho lido de Tomas Trenströmer na verdade só nas traduções de Manuel Anastácio, de cuja fidelidade ao original não há por que duvidar, não tem me impressionado, daí minha curiosidade por mais coisas a conhecer desse autor. No entanto este poema que se inicia "Olhai a árvore cinzenta" causou-me outra impressão. Expressivo, fez-me visualizar uma tela pintada, uma obra pictórica de grande beleza.

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