Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
As pedras, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

As pedras que atirámos, ouço-as
cair, cristalinas, ao longo dos anos. No vale,
as confusas ações de um instante
voam chiando de
copa em copa e silenciam-se
e desvanecem-se mais que o agora, deslizam
como andorinhas de cume
em cume, até que tenham
atingido o mais afastado dos planaltos
ao longo da fronteira do ser. Onde todos
os nossos atos caem
cristalinos
sem mais sítio em que cair
que não em nós mesmos.
Versão de Manuel Anastácio, a partir da versão em inglês de Robin Fulton
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publicado por Manuel Anastácio às 22:29
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