Domingo, 23 de Outubro de 2011
Arquipélago Outonal: Noite - Manhã, de Tomas Tranströmer ("17 Poemas", 1954)

Lua - o seu mastro está podre, as suas velas murchas.
Gaivota - ébria e planando ao sabor das correntes.
Molhe - massa retangular carbonizada. Fundador
de moitas na escuridão.

 

À porta de casa. A manhã está a bater, bate
nos pórticos graníticos do oceano e o sol faísca
perto do mundo. Meio submerso, o deus do verão
brinca ansioso com a névoa marinha.

 

Versão de Manuel Anastácio, a partir da versão em inglês de Robin Fulton

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publicado por Manuel Anastácio às 01:34
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3 comentários:
De Gerana a 23 de Outubro de 2011 às 23:06
Fico aqui muito curiosa, querendo saber como vc sente a poesia do Nobel 2011.
De Gerana a 23 de Outubro de 2011 às 23:07
Fico aqui muito curiosa, querendo saber como vc sente a poesia do Nobel 2011.
De Manuel Anastácio a 24 de Outubro de 2011 às 01:51
A seu tempo, Gerana. É como o Fausto, pedido pelo Silvério. Preciso de amadurecer a ideia antes de a dar ao mundo. Ainda não conheço o suficiente.

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