Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Mário Elias (1934 - 11 de outubro de 2011)

 

Um copo vazio à espera

De lábios sedentos da carícia

de uma Primavera.

Uma qualquer, desde que cheire a poejos pisados

Sobre os calhaus rolados

Numa calçada de Mértola.

Nunca li um poema teu

Para além dos quadros com Alentejanos

e porcos, sempre os mesmos.

Óleo ou acrílico sobre fotocópia

Pouco importa.

Um copo vazio à espera

Com osgas e mosquitos à volta

E ninguém para cravar mais uma bebida.

Natureza morta.

Mértola já tinha morrido há muito

E agora...

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publicado por Manuel Anastácio às 22:54
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5 comentários:
De Maria Helena a 17 de Outubro de 2011 às 23:28
Beleza na despedida.
De Manuel Anastácio a 18 de Outubro de 2011 às 08:35
E ninguém me avisa do erro ortográfico "à muito"... O Mário Elias matar-me-ia com o olhar.
De Bípede Falante a 18 de Outubro de 2011 às 01:07
Tão bonito...
De Silvério Salgueiro a 18 de Outubro de 2011 às 22:17
Na minha ignorância fui ao santo google saber de Mário Elias e o pouco que encontrei foi isto:
http:/ literaturas.blogs.sapo.pt 9918.html
A homenagem estava feita há sete anos.
De Manuel Anastácio a 18 de Outubro de 2011 às 23:17
Sim.Tenho a honra de ter sido a primeira pessoa a falar deste poeta na Internet. Tenho a certeza disso.

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