Domingo, 19 de Junho de 2011
XXXVII

Ainda não desisti do Bloco de Esquerda, mas que começo a ficar irritado, começo. Louçã escreveu um texto onde não acusa ninguém de reescrever a história do partido. Louçã escreveu isto:

"Um jornal (o "i") enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luis Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o Daniel Oliveira. O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares.

 

Escreve hoje outro jornal (o "Sol") a mesma coisa. Estou por isso curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos."

 

É certo que este último parágrafo que cito pode levar a subentender algo que não está lá. Traz em si o veneno da ambiguidade. Mas os primeiros comentários a este texto na página do Facebook são unânimes em acusar os jornalistas como autores do erro. Até que, vindo do empíreo, desce uma mensagem de Daniel Oliveira que, num texto cheio de anacolutos sem sentido, deixa transparecer a ideia de que falou com Rui Tavares, fazendo-lhe a inception da ideia de que o Louçã o estava a acusar de reescrever a História do BE. A partir daí, verifica-se que a inception funcionou não só para o Rui Tavares, que vem pedir desculpas do Louçã (não é pedir desculpas ao Louçã, entenda-se), mas também para alguns comentadores e, finalmente, para os próprios órgãos de comunicação social que logo decidem reescrever a história à maneira deles. Que triste. Mas parabéns ao Daniel Oliveira. Ao pé dele, o DiCaprio é um amador.

publicado por Manuel Anastácio às 12:11
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