Sábado, 17 de Junho de 2006
Khayyam I


Ergue-te, não durmas mais
Porque o efémero onde segues
Desemboca na Eternidade
De um doce sono.

Ergue-te,
Não chores se não és dono do jogo,
mas o Céu.
Ergue-te e ignora
Os lances celestiais que te deslocam.
Ignora o destino e ergue-te.
Não durmas mais.
O saco vazio do nada
Espera as peças dispensáveis
Ao recreio do Céu.

Ergue-te.
Ignora.
Não chores.

Enquanto escrevia este poema, inspirado em Khayyam, poeta persa (iraniano), decorria o jogo Portugal/Irão, no Mundial. Coincidência apenas. Ou talvez não.
publicado por Manuel Anastácio às 14:46
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2 comentários:
De Artur a 17 de Junho de 2006 às 19:48
O bom e velho Khayyam, que nos desengana de puritanismos islâmicos com as suas odes ao tempo que se vai.

E olha que dois a zero é bom motivo para erguer a taça do néctar púrpura, quer numa libação de celebração quer numa libação nostálgica.
De Manuel Anastácio a 18 de Junho de 2006 às 00:38
Celebremos pois...

Estará Deus ébrio?...

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