Domingo, 5 de Junho de 2011
Na mesa

A cova está aberta. Agora, toca a empurrar o pessoal lá para dentro. Mas hoje estou mais aliviado. O povo pensou mal, mas não se vai arrepender. Sócrates desaparece por uns anitos e há de voltar como o Salvador da Pátria quando o país estiver no caos social e na selvajaria. A vitória da direita é um presente envenenado porque irá favorecer, a longo prazo, a direita chamada PS. Louçã, provavelmente, sairá da liderança - mas se o fizer, é mau sinal, será prova de que o BE ainda não meteu na cabeça que não deve estar à procura de resultados à conta de estratégias e tácticas (embora haja bons líderes na manga: José Manuel Pureza pode ser o mais óbvio - mas confesso que a Catarina Martins poderia fazer toda a diferença: em todo o caso continuo a defender Francisco Louçã). E O BE é um partido de consciencialização colectiva, tem um papel pedagógico que só se poderá consolidar com o tempo (muito tempo). O crescimento rápido foi uma engorda artificial. A derrota de hoje é a oportunidade que falta para entender onde está de facto a base de apoio daquele que é o único partido português que alia democracia, liberdade, criatividade e ideais de esquerda.

 

Louçã vai falar.

publicado por Manuel Anastácio às 21:50
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