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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
Buscas pedidas: "Posso matar andorinhas?"

Não, não pode. Dá um azar do caraças. Graves tragédias acontecem a quem mata uma andorinha. Cada ninho destas aves que é destruído por pessoas preocupadas com a pintura das paredes faz cair sobre os seus destruidores ondas negativas que não só interferem com o equilíbrio dos chacras como com as redes neuronais, provocando, inclusivamente, tumores cerebrais, hemorróidas e impotência sexual - tudo no cérebro ou no coração. São várias as histórias que testemunham o quanto é perigoso matar uma andorinha. José Alcaire, de Cova da Beira, só para falar de um português, é um caso sintomático. Ter destruído um ninho no beiral da sua casa por causa do cocó que lhe escorria pelos vidros da marquise foi apenas o início de um desenrolar de acontecimentos fatídicos que terminaram com a total perda das suas faculdades mentais, tendo inclusive, começado a interessar-se de forma excessiva por filatelia, o que causou o repúdio da população que, chocada pela perversidade dos seus novos hábitos, o matou de forma sanguinária e particularmente sádica, sem que as autoridades fizessem alguma coisa (consta, aliás, que o procurador público felicitou os mentores do linchamento e propô-los para receber a Ordem de Santiago da Espada). O professor John Doe, da Universidade de Birmingham, no Norte da Colúmbia Britânica, prémio Nobel em Medicina Alternativa, assegura, aliás, que a morte de andorinhas é um dos factores mais relevantes a ter em conta, depois das brincadeiras com cigarros na boca dos sapos, para o aumento da ocorrência de sismos violentos em todo o mundo, ainda que não tenha grandes certezas quanto ao aquecimento global. De facto, não há grandes provas de que a morte de andorinhas bebés (que são aquelas mais fáceis de matar) tenha influência no buraco de ozono e, apesar de as adultas andarem sempre de um lado para o outro e, assim, furarem a atmosfera, crê-se, através de fotografias usando película especial de dicromato de magnésio, que em volta de uma andorinha bebé se encontra uma aura de cor azulada, mas não esférica, o que parece indicar que há poderes que não devem ser perturbados nesta sua fase de desenvolvimento. Franz Ferdinand, professor da Jackass Academy, em Nova Iorque chega mesmo a admitir que a aura, no caso das andorinhas adultas, é ainda mais poderosa e que sempre que se mata uma andorinha há uma dispersão de neutrinos que desestabiliza o equilíbrio cósmico em torno do animal, afectando especialmente quem a mata. Há experiências que indicam, ainda, que um fenómeno semelhante ocorre nos ninhos destruídos. De facto, mais de 50% das casas vendidas em hasta pública no último ano tinham vestígios de ninhos de andorinha destruídos, apesar da brancura imaculada das suas paredes. Por outro lado, as casas que mantiveram os ninhos de andorinha, apesar de sujas, pertenciam quase todas a pessoas com rendimentos estáveis e cujo estado financeiro não foi comprometido com a Crise.

 

Ah, claro, e as andorinhas comem grandes quantidades de moscas e mosquitos (incluindo as fêmeas, que são as melgas que nos zunem aos ouvidos à noite e que aqui no Norte são chamadas de trupeteiros), o que, em termos de higiene, é mais vantajoso que a brancura das paredes. Mas como argumentos destes não pegam com o povo que temos, pode ser que os que estão no parágrafo anterior sejam mais convincentes.

Artigos da mesma série:
publicado por Manuel Anastácio às 21:17
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8 comentários:
De Silvério Salgueiro a 8 de Abril de 2011 às 14:10
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera.
De Silvério Salgueiro a 9 de Abril de 2011 às 23:06
Concordo que a banalidade da frase feita do meu comentário é tal que anula totalmente a pretensão que tinha de ser irónico.
De Manuel Anastácio a 10 de Abril de 2011 às 01:11
Mas ninguém discordou... :)
De glaucia lemos a 8 de Abril de 2011 às 14:59
Não mato andorinha porque não mataria nenhum ser, exceptuando baratas, pernilongos , moscas, pois se não me livro destas, me farão algum mal, Não pela crendice referente a má sorte, mas acho interessante todo tipo de folclore como o relatado no início do texto, no qual antigamente todo o mundo acreditava.
De Manuel Anastácio a 11 de Abril de 2011 às 23:39
Antigamente? Agora mais que nunca.
De José Lopes a 8 de Abril de 2011 às 20:33
Caro Manuel:

Um texto edificante. De hemorróidas no cérebro devem sofrer aqueles que tem ideias de merda ;)

Abraço
José
De Manuel Anastácio a 11 de Abril de 2011 às 23:40
Abraço, José. Obrigado pelo comentário que me deixas, a mim que já te devo tantos.
De TF a 6 de Agosto de 2012 às 09:44
A dona da casa onde eu vivo tirou os ninhos de andorinha e matou um borrachinho de andorinha que estava no chão, ou atirou-o fora.

Eu não sabia que ela tinha feito isso, mas coincidência ou não, nessa noite apareceu-me uns bicos no corpo, tipo alergia.

Já fez uma semana e não consegui curá-los, apesar de estar a usar medicamentos.

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