Sábado, 9 de Abril de 2011
Compilação de banalidades (ou verdades) contraditórias

O que me preocupa não é quem não confessa o quanto é vil, mas quem acha que é herói por ser orgulhosamente vil.

 

[Fernando Pessoa] foi uma pessoa muito pequenina. Que não cabia na vida ainda mais pequena em que calhou a nascer.

 

As pessoas preferem ser más do que serem fracas. Preferem fingir que seriam capazes das maiores atrocidades a assumir que não seriam capazes de dar um murro a quem o merece.

 

Por morrer uma andorinha não se acaba a Primavera. Matar uma andorinha é negar a Primavera.

 

Viver, excepto no reino vegetal, é matar ou parasitar.

 

Nada há de belo na condição humana.

 

A beleza consiste em abstrairmo-nos da nossa condição humana e acolhermo-nos à contemplação passiva dessa condição. Amar a beleza é uma covardia benigna. Agirmos com coragem não é usufruir da beleza, mas aceitarmos a beleza de negá-la a nós mesmos, dando-a o outros.

 

A beleza é um valor eterno, tanto quanto se prolongar a vida humana, mas não é um valor absoluto.

 

Nada há mais belo que ser bom.

 

Bondade, contudo, não é beleza.

publicado por Manuel Anastácio às 21:19
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1 comentário:
De gláucia lemos a 10 de Abril de 2011 às 16:39
"Nada é mais belo que ser bom." No entanto, ninguém se torna bom. Pode-se aprender a praticar gestos de bondade, por conveniências sociais, etc. mas a bondade é um dom da alma. como se nasce inteligente ou não, nasce-se poeta ou não. Tudo isso, dom natural, me parece, sem qualquer fundamento científico, claro. Nasce-se bonito ou não. Privilégio natural. No entanto, "nada é mais belo que ser bom", concordo.

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