Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
HUMANIDÁdji

Eu aceito que não gostes de alguém por ser mau, cabrão, filho da puta, antipático, arrogante, intolerante, fanático, extremista

Idealista

Eu aceito tudo

Menos ter de gostar de alguém

Por outra razão que não seja amá-lo.

Eu amo a humanidade, essa grande filha da puta, má, cabra, arrogante, intolerante, antipática, fanática, centrista

Fascista

Estalinista

Faz a lista

Limpa o cu com ela, e cuidado para não apanhares hemorróidas.

E sorri,

Afinal, este é o teu epitáfio

Grandessíssima filha da puta, má, cabra, arrogante, intolerante, antipática, ignorática fanante,

Vai caçar dinossauros para um campo de concentração

Bebe Parmalat com 605 forte

Segue as pegadas fósseis da morte e despenha-te por aí abaixo

Acende o teu facho de ódio

E vomita lombrigas, vai pastar formigas

Corta os pulsos, de-fe-nestra-te

Ou, então, queixa-te de como és infeliz, coitadinha,

E de como estás tão sozinha

No meio de tanta gente presa no mesmo campo de mortos onde te enterras.

Eu morro, também,

Mas de olhos erguidos para o céu que ninguém me tirará

Nem deus, nem diabo, nem, enquanto por dentro consiga ver,

Qualquer inimigo da lei de Lavoisier.

Vai e espoja-te no teu vómito e bebe a peçonha que destilas.

Tens prazer nisso. Gostas disso

Desse sabor ácido de podre de cadáver num chouriço.

Vai, mata-te, ou talvez não.

Não poluas o mesmo chão onde meninos dormem os sonhos que nunca sonharão.

Vai, mata-te, ou talvez não.

Sei lá, não me chateies.

Se possível, desaparece.

Esquece.

Some-te apenas.

publicado por Manuel Anastácio às 01:05
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1 comentário:
De Maria Helena a 25 de Fevereiro de 2011 às 18:32
Eu morro, também,
Mas de olhos erguidos para o céu que ninguém me tirará e a certeza de ter travado o bom combate até ao fim.
Sabes o meu Avô era um monárquico ferrenho e o meu Pai um republicano empedernido, com tudo o que isso significa na vida familiar.
O que era e, é-o também para mim, impensável seria entrar em casa de alguém encapuçada (ou anónima) e dizer mal do dono da casa ou fazer insinuações.
Há atmosferas tão infectas que impedem de sentir o que há de ignóbil em insultar alguém cujo único erro é ter as portas do blog abertas, ou seja, não ter a moderação dos comentários activadas.
Em boa verdade, o nojo é o mesmo, quer a moderação dos comentários esteja activa ou não.
Sabes uma coisa que o meu Avô nos dizia (não sei se citava alguém ou não) e sempre a propósito das ocasiões em que ele nos obrigava a ouvir uma qualquer ária de ópera e perante o nosso ar de supliciadas ?
O pensador sem paradoxo é, como o amante sem paixão, uma bela mediocridade.

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