Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
Um presépio

Há dias, a reboque da Maria Helena, fiz um presépio agnóstico no Facebook que tantas alegrias me deu pelos  comentários recebidos como em tristezas me mergulhou pelos mal-entendidos a que deu origem.

 

Hoje, em casa, fiz este presépio. Com peças Made in China e musgo, pedras e paus da Penha de Guimarães. Há muito tempo que não fazia um presépio. Um dos que fiz na casa onde nasci (dos presépios mais fraquinhos que fiz) pode ser visto, à data de hoje, numa fotografia no artigo "Presépio" da Wikipédia (prometo um poema dedicado a quem  descobrir o pormenor subversivo incluído nesse presépio)..

 

Eu gosto de presépios.  Mesmo sendo agnóstico. Ou, talvez, porque sou agnóstico.

 

Este é o meu postal de Natal para todos, sejam crentes, descrentes, católicos, protestantes, adeptos de seitas, religiões falsas, da verdadeira, ou da assim-assim. Deus, a Luz, a Força, a Bondade, a Justiça e o Calor esteja convosco.

 

Prometo dois poemas dedicados a quem descobrir o pormenor herético incluído neste presépio.

 

Cada um dá o que pode, a quem o quiser.

 

 

 

 

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publicado por Manuel Anastácio às 00:25
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25 comentários:
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 01:19
Já andei à procura do detalhe subversivo mas não encontro nada.
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:26
eheheh... eu não disse que era fácil.

Mas no primeiro presépio (carregar na ligação) é algo facilmente atingíve (em termos relativos, claro)l...
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:27
* atingível... claro
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 01:28
Eu fui ao primeiro, claro. E aumentei o tamanho da imagem. Contudo, não achei nada de estranho.
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 01:31
Talvez o que me parece ser folhagem de medronheiro?
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:35
O primeiro presépio é aquele que se descobre carregando nas palavras "pode ser visto". E está alojado no WikimediaCommons ao contrário do outro, que está nas fotos do Sapo... é a esse que te referes?
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:36
Não é o medronheiro...
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 01:42
Não sendo o medronheiro, não estou a ver.
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 01:46
O Menino Jesus não tem berço. Está literalmente em palhas deitado.
Boas Festas (votos de um ateu).
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:53
Não viste com atenção.

No 1.º presépio basta procurar com o olhar. No segundo é preciso olhar com a alma. E não detestar as heresias. Os ateus nem são heréticos, nem detestam o que, ao seu olhar, não existe.
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 02:05
Por ora desisto, que já não consigo ver nada.
O primeiro presépio é muito parecido com o que eu fazia quando era miúdo. Ainda hoje continuo a gostar desses presépios.
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 01:59
Para ser sincero, o pormenor subversivo (de cariz político e simbólico) do primeiro presépio é tão evidente que me dá vontade de rir sempre que o vejo. Mas, para descanso de todos, confesso também que eu mesmo teria dificuldade em descobri-lo se me fosse proposto tal desafio.
De Paulo a 24 de Dezembro de 2010 às 02:06
Fico a aguardar...
De gláucia lemos a 24 de Dezembro de 2010 às 03:33
Dois detalhes: na primeira foto, o musgo foi disposta de maneira levar à semelhança de figura humana. O segundo, q me parece herético: colocação de um boi, con chifres e tudo, à cabeceira do MEnino, AO lado de São José, esposo de Maria, mas pai adoptivo de Jesus. acertei ou passsei perto pelo menos? ganhei os poemas? De qualquer modo, o presépio está bem original, bonito. Beijo Gláucia
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 11:49
Calma Gláucia. A vaca, e não o boi, sempre esteve junto do menino, na imaginação popular. Não é heresia.

Mas não desesperes. Os poemas ainda não estão atribuídos. Ou talvez, fatalmente, o estejam.

Beijo grande e Feliz Natal.
De Silvério Salgueiro a 24 de Dezembro de 2010 às 08:20
A foice sem martelo será heresia?
De Silvério Salgueiro a 24 de Dezembro de 2010 às 08:34
No presépio de hoje a heresia terá ver com a forma geral do presépio e as amarras que lhe são adjacentes?
De Maria Helena a 24 de Dezembro de 2010 às 08:58
Eu cá também acho que a foice sem o martelo é heresia!
No segundo presépio não topo nada mas, herético ou não, a forma do presépio e o escalonamento que deste às personagens intervenientes agrada-me muito!
E não arranjes pretextos para não nos ofereceres poemas!
Bom Natal a todos!
(só ainda não tinha desejado ao Silvério)
De Manuel Anastácio a 24 de Dezembro de 2010 às 11:45
Pronto: o primeiro poema vai para o Silvério Salgueiro, ainda que eu não pedisse, nesse caso, uma heresia, mas um pormenor subversivo. Há, de facto, uma foice sobre a Sagrada Família. Não ter martelo é heresia? Não diria tanto, ainda que sobre a foice haja uma cavilha de que, dada a perspectiva, só se vê a cabeça. Ora, há alguma afinidade funcional entre as cavilhas e os martelos.

Quanto aos dois outros poemas (pode ser que em vez de dois saiam mais, depende...), o Tribunal das Almas está ainda em, suspenso perante os heresiarcas que existem em vós.

Feliz Natal a todos.
De Luís Bonifácio a 24 de Dezembro de 2010 às 18:40
No primeiro presépio, os braços da Menino-Jesus parecem-me disformes. Arrisco-me a dizer que me parecem vindos das Caldas da Rainha.
O Segundo presépio é bastante bonito, e o facto de seres agnóstico apenas diz que a tua cultura é cristã.

Felis Natal
De Manuel Anastácio a 25 de Dezembro de 2010 às 09:53
Não tenho a certeza, mas é bem provável que seja realmente das Caldas.

Sempre me assumi como cristão em termos culturais e éticos, e mesmo a forma espiritual como me relaciono com o mundo deve muito ao quadro mental cristão.

E desejo-te a ti, também, um Feliz Natal.
De Paulo a 27 de Dezembro de 2010 às 19:31
Só agora consegui encontrar a foice.
De Silvério Salgueiro a 28 de Dezembro de 2010 às 20:33
Parece haver uma cabeça de víbora sob o patamar que suporta as imagens principais.

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