Sábado, 9 de Outubro de 2010
Early Morning Fog IV - Um adeus, por Lord Alfred Tennyson

Palavras destiladas no alambique da noite

 

Vosso gélido preito insisti,

Ondas, regato, ao mar deitai.

Jamais meus passos irão por ti.

Só agora. Depois, jamais.

 

Nos campos, lentas águas reparti,

Regato, de um rio pai.

Nenhures, meus passos por ti.
Só agora. Depois, jamais.

 

 

Teus amieiros suspirarão  assim,
Tremerá teu plátano que o vento trai;

Não ouvirei as abelhas zunir, por ti.

Só agora. Depois, jamais.

 

Mil serão os sóis que correrão por ti,
Mil luas oscilarão no que em ti vai;
Mas meus passos não irão por ti,
Só agora. Depois, jamais.

 

Versão de Manuel Anastácio

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publicado por Manuel Anastácio às 06:32
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1 comentário:
De Gerana Damulakis a 10 de Outubro de 2010 às 23:44
Muito bem feito, como sempre, vc é excelente tradutor.

M: pois aqui, em Salvador, sempre aparecem pinguins, trazidos pela correnteza, chegam cansados, viagem desde o pólo, imagine. É o bicho que considero mais lindo do mundo, sou apaixonada por pinguins. Aí eles ficam na Praia do Forte, onde há o projeto Tamar, que cuida de tartaguras. Quando ficam bem, são libertados. A coisa + linda do mundo: pinguim!

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