Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Outra forma de dizer FIM

 

Um dia, um papa, ao morrer, pediu para ouvir esta música:
Foi asim que morreu. Eu, pelo contrário, nasci ao ouvir isto:

Desci aos Infernos a ouvir isto:
Gravei no anelar esquerdo isto:
Mas a canção da minha vida não se encontra no Youtube. Um dia, no final do espectáculo, pedi-a. O grupo saiu do palco. A cantora falou, com certeza, com os outros elementos do grupo. Sei que comentaram o meu grito, pois, voltaram ao palco e, a voz declarou que já não cantavam aquela canção há muito tempo, mas que era, também, daquela voz, a preferida. A história que conto é verdadeira. Há uma canção que amo e que, amada por quem a canta, nunca é pedida. Eu pedi-a.
Mas não está no Youtube.
FIM
Sempre gostei de finais abertos.

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publicado por Manuel Anastácio às 23:39
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4 comentários:
De Gerana a 5 de Outubro de 2010 às 02:53
Aberto?
De Manuel Anastácio a 5 de Outubro de 2010 às 10:49
Abertos. Não há um final, mas muitos.
De Silvério Salgueiro a 6 de Outubro de 2010 às 23:04
Recentemente assisti a um espetáculo do Fausto Bordalo Dias. No final, durante três idas ao palco a maioria do público pediu a canção mais conhecida, talvez a mais fácil. O cantor declarou então que já a tinha “esquecido”. Um artista assim é verdadeiro, pois só dá ao púbico aquilo que ele próprio gosta. Tive pois melhor sorte que o Manuel, o cantor não “esqueceu” as canções que eu gosto.
De Manuel Anastácio a 7 de Outubro de 2010 às 00:28
Mas a cantora não tinha esquecido a canção de que eu gostava. Apenas não a cantava porque não era pedida. E cantou-a. Eu tive imensa sorte.

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