Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Elephant Gun - Beirut

 

 

 

Relendo os poemas de Gláucia, e desesperando com as minhas frases encavalitadas (tenho a impressão que a cada dia que passa, mais tenho para dizer e escrever e menos tempo e capacidade de as ordenar inteligivelmente), ouço Beirut. Uma banda aciganadamente estonteante, dramática e emocionalmente disruptora.

 

Segue a minha tradução/adulteração do poema "Elephant Gun"

(não é, nem pouco nem mais ou menos, uma tradução do poema)

 

 

Fosse hoje, e fugia daqui

Enterrava os meus sonhos no subsolo

Tal como fiz, bebendo até morrer, bebendo desta noite

Longe de casa, armado para abater elefantes

 

Dar-lhes-emos fim, um a um

Derrubá-lo-emos, sem serem encontrados, não aqui

Que se abra a temporada - sigam em frente

Que se abra a temporada - deitem abaixo o rei majestoso

 

Que se abra a temporada - sigam em frente

Que se abra a temporada - deitem abaixo o rei majestoso

 

E irrompem no silêncio do acampamento à noite

E irrompem no silêncio, tudo o que abandonado é

É tudo o que escondi.

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publicado por Manuel Anastácio às 20:45
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2 comentários:
De Gerana a 25 de Setembro de 2010 às 00:09
Acontece que vc é muito bom em tradução. Claro, é poeta.
De Manuel Anastácio a 25 de Setembro de 2010 às 00:12
Mas os poemas jamais se traduzem...

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