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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010
Enciclopédia Íntima: Marcela

Com um pouco de esforço, tudo se encontra. Até o nome científico de uma planta que desde a minha infância me incenseia os sonhos e floresce na eternidade dos cestos de vime pelos cantos da casa onde nasci. Em Carvalhal chamam-lhe marcela. E, sendo um belo nome, talvez dada a etimologia bélica que se adivinha nas suas sílabas, facilmente cairão os botânicos amadores em querelas e escaramuças quanto à propriedade do nome. Dá-se o nome de marcela, em Portugal, no Brasil (como me informaram a Gláucia e a Gerana, a respeito dos travesseiros de marcela da Bahia, de que não me chega qualquer imagem pelo sacrossanto Google) e, provavelmente noutros países de expressão portuguesa, a qualquer tipo de asterácea amarelo esbranquiçada, incluindo os vulgares malmequeres que, também eles, pouco vulgares são quanto à sua interminável e intrincada árvore genealógica, incluindo parentes legítimos e bastardos. Ainda me deu para enviar a fotografia que consegui captar com a minha já muito safada máquina fotográfica para o Paulo Araújo, do Dias com Árvores, mas a fotografia não era suficientemente explícita, o que, aliado à confusão taxonómica inerente a todas as asteráceas (se uma asterácea fosse, que às vezes as aparências enganam), não lhe permitiu chegar a uma conclusão. Ainda pensou numa Senecio. Hipótese, essa, possível apenas graças à péssima fotografia onde, além de apenas se centrar a imagem nas inflorescências, se esquecia o pormenor importante das folhas, que a máquina fotográfica teimava apenas em transformar em borrões prateados. Os espanhóis chamam-lhe pluma-de-príncipe ou sempre-viva-dos-montes. Os alemães chamam-lhe flor-de-palha-da-areia. Os anglófonos, sempre-viva-anã ou "Immortelle". Na minha terra natal, é marcela. É queimada nas fogueiras dos santos populares juntamente com rosmaninho, para curar (ou prevenir) a rabugem das crianças que, depois de defumadas terão, supostamente, um ano de pura bonomia. Confesso que, comigo, nunca deu muito resultado. Sempre fui rabugento. Ponto final.

 

O seu nome científico é Helichrysum arenarium. Dourada como o sol, sobre a areia. Nem um sinal de rabugem no horizonte.

 

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publicado por Manuel Anastácio às 15:40
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6 comentários:
De Gerana a 23 de Setembro de 2010 às 01:54
Não encontrou no Google? Vou procurar agora e voltarei.
De Bípede Falante a 23 de Setembro de 2010 às 01:57
Na minha terra, tomava-se chá de marcela!
De Manuel Anastácio a 23 de Setembro de 2010 às 07:34
Não será de macela? Creio que o cheiro da marcela é um pouco forte de mais, e o chá seria, provavelmente, intragável... o mais provável é que fosse outra planta.
De Gerana a 23 de Setembro de 2010 às 01:59
Manuel: entre no http://www.google.com.br
e coloque travesseiro de marcela: há um mundão de sites e blogs do Brasil inteiro; depois, clique em imagens, outro mundo de fotografias.
De Manuel Anastácio a 23 de Setembro de 2010 às 07:33
Eu pus, tal como diz, mas confesso que tudo o que me sai não me dá a menor noção de como é a marcela do Brasil. Pelo que descobri, é a "Achyrocline satureioides", que é outra espécie, apesar de algumas semelhanças.
De Bípede Falante a 23 de Setembro de 2010 às 13:52
É possível! Porque eu era pequena, o meu irmão se chama Marcelo e eu achava bonita a versão MARCELA, mas também é possível que não porque as pessoas da minha região eram um tanto atarantadas :)

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