Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
Amarelo

 

 

Uma amargura amarela tinge-me de fel a vista.

Não há poema nem verdade que a tal cor resista.

Icterícia.

Resta-me o fel, que em tom pastel me pinta,

Luminosamente, egoísta.

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publicado por Manuel Anastácio às 21:01
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3 comentários:
De Gerana a 21 de Maio de 2010 às 02:20
Muito bom . Impactante e me fez pensar um bocado. A palavra "Icterícia" ali no centro... muito bem dito.
De Maria Helena a 21 de Maio de 2010 às 09:04
Uma pérola para a minha colecção.
Espantoso.
De glaucia lemos a 24 de Maio de 2010 às 05:10
Há que ser muito poeta mesmo para criar versos tão expressivos com uma crise de icterícia. Faço votos para que o mal seja apenas uma experimentação poética. Se não, desejo melhoras.

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