Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Mote 1


Sino do Quersoneso. Carregar na imagem para os devidos créditos.

 

Tinha perdido o meu lado esquerdo.

Procurei-o até ao fundo do mais profundo volume dos oceanos da vulgaridade.

Perdido meu lado esquerdo,

Fiz orações a Santo António. Orei, com sentido na verdade.

Em ingénua sinceridade, dei pulinhos ao Longuinhos.

Ofereci cravos a São Bentinho. Da Porta Aberta,

Enfim, veio. De parte incerta,

Sem a ontológica impressão do que teria sido,

Enquanto fui, dele, nele perdido.

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publicado por Manuel Anastácio às 22:54
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6 comentários:
De Gerana a 19 de Novembro de 2009 às 01:13
Quanta saudade de um poema assim. O último verso foi lido 3 vezes por mim, para que pudesse sentir toda a beleza .
Feliz com sua postagem. Beijo do BR

Estou tentando seduzir Maria Helena com o intuito de trazê-la a Salvador.
De Maria Helena a 19 de Novembro de 2009 às 06:39
"Não procures Deus fora de ti
no seu espaço infinito
Não tentes ascender ao céu no esforço de saíres de ti na tua condição
Não queiras ser mais do que o abandono de um abandonado
Não cedas à tua vontade de querer de poder de ser ou de não ser
não aceites nada que não seja o nada
deixa-te cair até ao fundo como se no íntimo de ti
como se no silêncio do silêncio sem nome o que tu nunca saberás respirasse o futuro amor sempre inconcluído.

António Ramos Rosa

Parabéns, Bernardo Santareno.
Hoje juntamo-nos aos anjos que contigo festejam e agradecem a tua vida.

P.S.- É bom saber que de parte incerta surgiu o bombordo, Manuel.

Gerana, irei, sim.
Não antes do Manuel vir provar pasteis de nata e saborear o brilho de estrelas amigas

De fgm a 27 de Novembro de 2009 às 16:45
a revolução começou

www.terrasonora-nunoviana.blogspot.com
De Gerana a 10 de Dezembro de 2009 às 17:05
Abandonou seus leitores! Saudade.
De Silvério Salgueiro a 12 de Dezembro de 2009 às 23:45
Vai demorar muito a voltar? Aguardamos ansiosamente que o "quase" seja breve ou terá algo a fermentar.
De Manuel Anastácio a 13 de Dezembro de 2009 às 00:38
Peço imensas desculpas... mas o quase tem sido muito imprevisível de quantificar... Juro que se tivesse tido tempo, já teria escrito algo. Não abandonei o blogue, mas também não me vou comprometer a escrever muito.

Dizer de sua justiça

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